Comunistas acusam GR de mentir em relação às medidas para o sector da construção civil

25 Mar 2020 / 15:18 H.

Num comunicado dirigido esta quarta-feira à imprensa, a Direcção da Organização da Região Autónoma da Madeira do PCP (DORAM) acusou o Governo Regional (GR) de “faltar à verdade” em relação às medidas para o sector da construção civil no contexto da pandemia de Covid-19.

“No passado domingo, o presidente do Governo Regional da Madeira disse na conferência de imprensa que seriam tomadas medidas muito concretas no sentido de garantir formas eficazes de salvaguarda das condições de segurança, higiene e saúde para os trabalhadores do sector da construção civil”, recorda o PCP, realçando que o líder do executivo madeirense declarou que “na terça-feira [24 de Março]” seria tomada uma “posição muito clara sobre esta actividade”.

Ora, “hoje é quarta-feira, 25 de Março. O Governo nada fez. Faltou à verdade!”, expõem os comunistas, questionando se “estaremos perante uma cedência primária a interesses de determinados empresários da construção civil, que se estarão a sobrepor à saúde pública?” ou “não há Covid-19 que toque os trabalhadores da construção civil da Região?”

Salientam ainda que “tratando-se de um sector com problemas acrescidos, pelas difíceis condições em que muitas das vezes decorrem as actividades de laboração, não foram atribuídas máscaras, nem produtos de higiene”. Ao que se somam os “problemas no transporte de trabalhadores para as obras”, bem como “graves de desconsideração de medidas específicas de higiene, saúde e segurança para centenas e centenas de trabalhadores, para que se previnam infecções pela Covid-19”.

Face ao exposto, “o PCP aponta directamente a mentira e a falta de sentido de responsabilidade política por parte do Governo Regional da Madeira” e, através do seu deputado no Parlamento Regional, Ricardo Lume, anuncia que será submeter um voto de protesto “contra a gravidade da mentira do presidente do Governo, pelo que comporta de desrespeito pelos deveres de salvaguarda da saúde pública e pela negligente exposição dos trabalhadores da construção civil a consideráveis formas de risco para a saúde e segurança”.