CDU constata que oito anos depois da tragédia “muito ainda está por fazer”

19 Fev 2018 / 20:00 H.

A CDU realizou, hoje, uma visita a várias localidades, no concelho da Ribeira Brava, afectadas pela aluvião de 20 de fevereiro de 2010. Locais que ainda não tiveram qualquer tipo de intervenção ou que apesar de intervencionadas, “continuam a potenciar riscos para a população e para os seus bens”. Ricardo Lume apresentou as conclusões da visita na freguesia da Tabua, no sítio dos Lugares e da Terça.

“Amanhã faz precisamente oito anos do fatídico temporal de 20 de fevereiro de 2010. É triste constatar que 8 anos depois dos trágicos acontecimentos muito ainda está por fazer. Esta localidade é a prova viva desta triste realidade, apesar dos muitos milhões de euros que ao abrigo da Lei de Meios formam canalizados para a reconstrução dos danos causados pela aluvião de Fevereiro de 2010, bem como para garantir a segurança das populações, constatamos que a intervenção feita na Ribeira da Tabua, não garante na integra a protecção necessária a quem vive nesta freguesia, podemos verificar zonas de risco que não foram intervencionadas, é igualmente preocupante o facto de após oito anos ainda não tenha sido removido o aterro que está a estrangular o leito da Ribeira”, afirma..

Ricardo Lume lembra que grande parte do que falta fazer em relação aos danos do temporal é, “em primeiro lugar, da responsabilidade do Governo Regional que inverteu as prioridades, pois preferiu, em algumas situações, ao construir ou reconstruir o acessório em vez de se focar no fundamental, como foi o caso da Marina do Lugar de Baixo onde foram gastos vários milhões de euros da “Lei de Meios”, verbas essas que seriam fundamentais para obras prioritárias”.

Outro exemplo dado pelo deputado é !o que se passou no Funchal com a construção de infra-estruturas desnecessárias como o famoso Cais 8, fortemente contestado pelas populações e por várias forças políticas”.

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