CDS-PP defende criação do Estatuto do Cuidador Informal

11 Jan 2019 / 12:16 H.

A rede de cuidados continuados está esgotada, o apoio domiciliário é insuficiente, 600 camas estão ocupadas com as altas problemáticas e existem cerca de 1.000 pessoas em lista de espera para vagas nos lares. Números que confirmam a necessidade de um resposta urgente para as pessoas idosos ou que precisam de cuidados. É com esse objectivo que o CDS-PP Madeira entregou na Assembleia Legislativa da Madeira uma iniciativa para que seja criado o Estatuto do Cuidador Informal.

O partido, liderado por Rui Barreto, acredita que esta solução é a que se apresenta mais viável para solucionar um problema social sério, que envolve famílias e o próprio emprego.

O deputado António Lopes da Fonseca foi o porta-voz da iniciativa e explicou que na Assembleia da República o PS e os partidos de esquerda chumbaram em dezembro último uma proposta da antiga ministra socialista Maria de Belém, tendo o CDS retomado agora a mesma proposta para levá-la de novo ao Parlamento.

Mas o CDS Madeira não vai esperar mais. “Somos uma região com autonomia, temos possibilidades de legislar nesta matéria, ainda que na República a esquerda, toda unida, esteja contra este estatuto”, afirmou o parlamentar e acrescentou: “Temos de legislar na Região, independentemente do que se passar na República. A autonomia só é boa se for útil aos madeirenses e porto-santenses, e essa utilidade está na capacidade que temos para legislar”.

O CDS espera para ver o comportamento das outras forças políticas no Parlamento insular. “Temos que criar condições para que as pessoas possam cuidar dos seus familiares”, explica António Lopes da Fonseca, referindo que “a proposta do CDS prevê que quem cuida receba uma apoio financeiro no valor de 435 euros/mês, que é justo, porque presta uma serviço”.

O CDS reforça que irá em frente com esta proposta e espera o apoio dos outros partidos.

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