Câmara do Porto Santo considera que processo de concessão à Binter é “uma trapalhada”

16 Ago 2018 / 20:27 H.

O Presidente da Câmara Municipal do Porto Santo classificou a condução do processo relativamente à concessão da linha aérea como “uma trapalhada”, “, uma vez mais, prorrogada por mais dois meses, sinónimo de um claro desrespeito com a população do Porto Santo”. Aliás, Idalino Vasconcelos afirma que “a solução agora encontrada surge da pressão que o Município fez, juntamente com o Governo Regional e os Deputados da Assembleia da República e da Região”.

Para o autarca, “o Ministério do Planeamento e Infra-estruturas, de Pedro Marques, é o responsável pela situação que se viveu com os 16 cancelamentos inéditos das ligações aéreas, do dia 7 ao dia 13 de Agosto, que com o seu desleixo, afectou dezenas de pessoas, em especial os porto-santenses e motivou fortes queixas da população”. Mais, o presidente da Câmara Municipal “não aceita que as más condições climatéricas tenham sido o único motivo dos 16 cancelamentos sendo óbvio para a população que houve passividade, inércia e incompetência.”.

“Acusa também o vereador do Partido Socialista de agir silenciosamente, ao sabor do Governo da República, em relação à questão do cancelamento desses 16 voos da Binter, só reagindo após tomar conhecimento que o Município do Porto Santo solicitou a intervenção do Presidente da República e audiência com o Sr. Ministro do Planeamento e Infra-estruturas. A tomada de posição da Câmara Municipal foi divulgada através de conferência de imprensa, amplamente divulgada na Comunicação Social Regional e Nacional, que contou com a presença de representantes de órgãos locais e hoteleiros”, refere um comunicado enviado à comunicação social.

“No último dia 13 de Agosto, a Câmara deu conta, ao Presidente da República, que não podemos aceitar que o princípio da continuidade territorial, inscrito na Constituição seja beliscado, dando conhecimento dessa missiva à ANAC, ao Ministério do Planeamento e Infra-estruturas e ao Governo Regional da Madeira”, relembra a autarquia.

Posto isto, Idalino Vasconcelos diz que “não há qualquer dúvida que com a inércia e incompetência do Secretário de Estado das Infra-estruturas o destino Porto Santo foi fortemente lesado, em especial nesta altura do ano, causando danos irreversíveis na economia e na imagem da nossa ilha, que comemora este ano 600 anos do seu descobrimento”.

“O Presidente da Câmara Municipal aponta o dedo ao Governo da República e exige o cumprimento da Constituição da República no que se refere à continuidade territorial, desta região, pois o Porto Santo também é Portugal”, conclui.