Madeira

Câmara de Santa Cruz acusa Susana Prada de “desonestidade” e reclama obra de abastecimento de água

Em causa está o anúncio do Governo Regional sobre a construção de rede de água e a “omissão” do trabalho camarário que a permitiu

Em comunicado enviado para as redacções, a Câmara Municipal de Santa Cruz acusa a secretária regional do Ambiente e Recursos Naturais de falta de honestidade, devido ao arranque da obra de abastecimento de água em Eiras da Cruz, que Susana Prada apresentou esta quarta-feira como um investimento do Governo Regional. De acordo com o município “o abastecimento de água potável às Eiras da Cruz só foi possível porque esta autarquia lançou a rede de água potável numa extensão superior a 1600 metros, garantiu a construção de um tanque para armazenamento de água, e o lançamento da tubagem. Obras estas já concluídas por parte do município há alguns meses a esta parte”, lê-se na nota.

Sob o título “Desonestidade e falta de vergonha”, a equipa do município de Santa Cruz, escreve que “repudia a pior atitude que se pode ter em política e que foi, esta tarde, vergonhosamente praticada pela secretária regional do Ambiente e Recursos Naturais. Reclamar para o Governo Regional uma obra que foi executada a 100% pela Câmara Municipal de Santa Cruz é uma atitude desonesta e de clara falta de vergonha.

Segundo a autarquia, Susana Prada omitiu o trabalho anterior levado a cabo pela Câmara Municipal de Santa Cruz “e cumprimentou com o chapéu alheio, numa atitude de todo reprovável e lamentável em política e mesmo no âmbito de uma ética que parece estar arredada deste Governo”.

A CMSC atira ainda que o Governo Regional apenas “se lembrou desta população depois da autarquia ter lançado e pago a obra, que agora reclama como sua. Isto com agravante do Governo não ter honrado atempadamente o compromisso escrito de assegurar a execução dos trabalhos que a Doutora Susana Prada reclama como seus, quando verdadeiramente são deste município.

Estamos perante uma atitude desonesta e de uma descarada falta de vergonha”, remata a equipa camarária.