Braços abertos para os que chegam e para deixar partir

Juramento de bandeira e despedida de militares que partem para o Iraque decorreu na Praça do Município

21 Out 2018 / 13:42 H.

Foi uma cerimónia diferente a realizada hoje na Praça do Município pelo Exército pois além do juramento de bandeira de 16 novos recrutas que passaram a soldados graduados, foi a despedida oficial do primeiro contingente nacional da Madeira que vai para o Iraque dar formação às forças de segurança. A partida é no dia 5 de Novembro. Na bagagem levarão o estandarte nacional e uma imagem de Nossa Senhora do Monte, entregue hoje na missa presidida na Igreja de São João Evangelista pelo Bispo do Funchal, D. António Carrilho.

O facto de ser o primeiro continente preparado na Madeira contribui para que 26 dos seus 30 elementos sejam madeirenses. Ao todo são já oito os nacionais. A nova força vai substituir a dos Açores numa missão com duração prevista de seis meses.

A capacidade formativa do RG3 foi destacada na cerimónia, assim como a importância de a Madeira e o país participar nestas missões internacionais. Ao longo do tempo, a Região tem tradição e são reconhecidas as qualidades dos soldados madeirenses, presentes em dezenas de missões além-fronteiras, já depois do fim da guerra colonial.

Apesar do aviso amarelo para precipitação, a Praça do Município esteve permanentemente sob um sol escaldante e um dos soldados não resistiu e sucumbiu em plena cerimónia devido a um golpe de calor. Não foi um dos recrutas.

O conjunto de novos soldados jurou a bom som cumprir os deveres inerentes à nova condição. Para os 16 que esta manhã juraram bandeira, foi o culminar de cinco semanas de preparação onde aprenderam novos valores e fortaleceram outros, como lealdade, respeito, disciplina e sacrifício.

Entre o grupo, houve três que se destacaram por serem os melhores na instrução básica e por isso tiveram o privilégio de ser-lhes colocada a boina pelo comandante do Regimento de Guarnição n.º3, coronel Paulo Vaz. Foram eles Pedro Calaça que teve o melhor desempenho, Leandro Abreu, o segundo melhor, e Paulo Coelho, em terceiro. Pedro Calaça foi ainda reconhecido publicamente com um prémio das mãos do tenente general Guerra Pereira, Comandante das Forças Terrestres, e teve direito a ter os pais ao seu lado na Praça.

Com uma medalha foi reconhecido ainda o tenente Rui Rodrigues, recebeu a medalha de prata pelos Serviços Distintos.

Representantes das principais instituições acompanharam a cerimónia, a par de familiares e amigos dos soldados e curiosos.

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