BE diz que diminuição do número de alunos na Madeira é “resultado da fraude política que é o PSD-M”

08 Dez 2018 / 14:44 H.

“A previsível diminuição de 10 mil alunos nas escolas na Madeira no prazo de dez anos é a demonstração do enorme falhanço dos governos PSD na Madeira”, acusa de o Coordenador do Bloco de Esquerda / Madeira, Paulino Ascenção.

Numa nota hoje dirigida à imprensa, o dirigente bloquista defende que “o PSD governou sempre a pensar no imediato – ganhar as próximas eleições – e não o futuro desta terra, governou a pensar nos interesses de meia dúzia de famílias e contra o povo. E a realidade é que após quarenta anos do dito ‘desenvolvimento’ não há trabalho para os nossos jovens e eles têm de emigrar para ganharem a vida”.

“Isto não é desenvolvimento”, realça Paulino Ascenção.

Na mesma nota o coordenador do BE diz que “quando o secretário da Educação assume ‘uma redução substancial de alunos’ nos próximos anos, está a admitir que não tem ideias para contrariar essa tendência, não tem vontade ou capacidade para pensar formas de inverter o rumo. Entende a política como actividade subsidiária dos interesses privados e mera gestão das circunstâncias que não quer ou não sabe contrariar. Demite-se de procurar transformar a realidade, desistiu já de procurar construir um futuro melhor nesta Região”.

Por outro lado, sublinha que “o que vemos são os membros do governo fazer apologia do trabalho escravo, do emprego sem direitos nem horários, que os jovens não devem esperar ter tempo disponível para o lazer ou para a família”.

“Quando se aponta a legislação do trabalho e o exercício do direito à greve como obstáculos à economia, quando se insiste na privatização de serviços essenciais como a saúde ou a educação, então a redução da população é mais que o efeito da incúria dos governantes, passa a ser um efeito desejado de políticas perversas que sacrificam a maioria da população para satisfazer os interesses de apenas alguns”, conclui.

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