Madeira

Bastonário da Ordem dos Médicos diz que António Pedro Freitas tem feito “um magnífico trabalho (...) em defesa dos doentes”

Foto Hélder Santos/ASPRESS
Foto Hélder Santos/ASPRESS

“Debate aberto à sociedade civil.” Assim definiu António Pedro Freitas o debate, que modera nos Estados Gerais do PS, sobre ‘Presente e futuro do sistema regional de saúde’. Fazem parte do painel Miguel Guimarães, da ordem dos Médicos, Élvio Jesus, da Ordem dos Enfermeiros, Mónica Armas, médica radiologista, e Ricardo Caires, técnico de imagiologia.

António Pedro Freitas diz que o Governo, refém de interesses, tem descurado vários aspectos do serviço de saúde, por exemplo, assiste-se à degradação de hospitais e centros de saúde. as listas de espera aumentam, os profissionais estão desmotivados, as queixas aumentam. Apesar de tudo, “admite-se a boa vontade de quem lidera”, mas também a incapacidade de resolver.

“Não estamos aqui para falar do SESARAM ou dos problemas directos do SESARAM (...), mas para encontrar soluções para o futuro.”

Nesse caminho, Mónica Armas disse que se impõe “chamar os profissionais a intervir e a dar a sua opinião”.

Élvio Jesus distinguiu a situação da Madeira como melhor em alguns aspectos e pior noutros, relativamente ao continente. O representante da ordem dos Médicos diz que no futuro é preciso mudar de paradigma e deixa de estar focado na doença.

Apesar de tudo, as respostas mantêm-se e devem mudar: na estrutura dos cuidados e nas leituras que são feitas. Além disso, para melhorar a saúde é necessária uma aposta na intervenção social, sob pena de, não o fazendo, a intervenção em saúde não ser eficaz.

Ricardo Caires diz que o técnicos de diagnóstico e terapêutica estão subaproveitados, por exemplo na área da prevenção (rastreios). “Nós precisamos de mais técnicos, sim.”

Já Miguel Guimarães saiu em defesa de António Pedro Freitas pelo “magnífico trabalho que tem feito na Madeira”, sobretudo “em defesa dos doentes”. Uma intervenção que pode ser entendida como de resposta à crítica de que o médico tem sido alvo pela coordenação que aceitou fazer, na área da saúde, para o PS.