ANAC vai investigar preços das tarifas na TAP

Em causa preços da classe executiva mais baixos do que da classe económica

Lisboa /
12 Out 2016 / 17:26 H.

A Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) vai averiguar o que se passa com as tarifas da TAP para a Madeira, nomeadamente os casos de tarifas em classe executiva mais baixas do que as em classe económica. A garantia foi deixada esta tarde em Lisboa pelo vice-presidente da bancada do PS na Assembleia da República e presidente do PS-M, Carlos Pereira, que se reuniu com o presidente da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), Luís Miguel Ribeiro, para perceber a forma como esta entidade avalia o modelo do subsídio de mobilidade para a Madeira em vigor há pouco mais de um ano.

O parlamentar que se fez acompanhar do também deputado Luís Vilhena revelou que este exemplo denunciado pelo DIÁRIO e que demonstrou à ANAC com simulações próprias é a prova da "falta de credibilidade do modelo" e garantiu que o regulador vai indagar o que se passou para esta situação anómala. Carlos Pereira revelou ter procurado sensibilizar o responsável para a importância de uma avaliação minuciosa deste modelo de forma a que possa ser alterado em benefício e não em prejuízo dos madeirenses. "É uma questão delicada e ao mudar-se uma coisa pode-se alterar outra para pior", reconheceu. Ainda assim não poupa o Governo Regional, nem o isenta de culpas. "Era bom que o Governo fizesse o que é útil, que é atrair mais companhias aéreas", afirmou. "Só duas companhias, é pouco para garantir a concorrência", justificou. O socialista lembrou que Executivo de Miguel Albuquerque podia ter-se empenhado nas redução das taxas aeroportuárias, que estavam previstas, mas não aconteceram", a título de exemplo do que considera a inércia do executivo insular.

Carlos Pereira prometeu continuar este caminho de reunir com entidades relacionadas com o sector para trabalhar num modelo que não penalize os madeirenses sobretudo nas épocas de maior procura e pediu ao Governo Regional para não fazer de uma questão séria "uma arma de arremeso político", lembrando ainda que o que está em vigor é da responsabilidade da actual governação da Madeira em parceria com o Governo da República Passos/Portas.