Albuquerque afirma que futuro líder do PSD vai defender a Madeira

13 Jan 2018 / 20:05 H.

O presidente do PSD-Madeira, Miguel Albuquerque, afirmou, esta tarde, após votar na secção de voto de S. Martinho, que o resultado das eleições de hoje é “uma incógnita” mas considera que seja quer for o vencedor, Pedro Santana Lopes ou Rui Rio, está garantido que vai “ajudar a resolver alguns dos dossiers que ainda aguardam solução” em Lisboa.

“Qualquer um dos candidatos consignou no seu programa um conjunto de questões que são fundamentais para o futuro da Região. Nos encontros quer com o dr. Santana Lopes quer com o dr. Rui Rio também houve da parte de cada um deles um apoio claro no sentido do partido ajudar a resolver um conjunto de questões que estão pendentes e que têm que ser resolvidas pelo Estado”, declarou Albuquerque, que manteve hoje a postura de não manifestar publicamente apoio a nenhuma das candidaturas por entender que o partido deve estar focado na vitória nas eleições regionais de 2019.

Confrontado com as declarações de Alberto João Jardim, que disse esta tarde que a “máquina do partido está a fazer tudo para que Santana Lopes ganhe este acto eleitoral, o actual dirigente máximo do PSD-Madeira negou tal tese: “Aqui não há nenhuma máquina a funcionar. Mesmo a nível dos nossos representantes (deputados e autarcas) há liberdade total de voto. Cada um deles [Rio e Santana] veio cá, apresentou as suas propostas perante os militantes. Eu nunca interferi nem a máquina do partido interferiu nestas eleições. Aliás, seria completamente estúpido a máquina do partido se meter numa contenda desta natureza”.

Na opinião de Miguel Albuquerque é importante os militantes votarem e participarem na vida interna do PSD porque “o novo líder do partido, seja quem for eleito, tem muito pouco tempo para afirmar o partido como alternativa ao governo das esquerdas”. O dirigente partidário madeirense aponta três tarefas prioritárias ao futuro líder nacional: a primeira, unir o partido; segunda, “apresentar um projecto reformista de alternativa à actual governação ou à actual desgovernação”; a terceira, levar, com uma boa comunicação, esse projecto reformista a todos os portugueses que não se revêm no socialismo e que consiga mobilizar esse eleitorado para votar no PSD nas próximas eleições.

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