60 ex-colaboradores do Bazar do Povo reuniram-se esta tarde num almoço

O mais antigo funcionário presente neste repasto conta com 89 anos

15 Fev 2020 / 21:17 H.

Foram cerca de 60 os ex-colaboradores do Bazar do Povo que nesta tarde de sábado se reuniram à mesa num almoço servido no Pico dos Barcelos para reviver os bons momentos que passaram juntos enquanto ‘família’.

A ‘ementa’ foi essencialmente composta pela partilha de memórias, mas sobretudo pela oportunidade dos ex-funcionários deste emblemático espaço se reencontrarem naquele que já é o 6.º almoço organizado por dois bisnetos de antigos proprietários, nomeadamente os ‘herdeiros’ de Henrique Augusto Rodrigues, o fundador, (1859-1934) e de João Anacleto Rodrigues (1869-1948), sócio-gerente.

À conversa com a bisneta de João Anacleto Rodrigues, Maria Helena Araújo, a própria adiantou que “isto começou em 2016 e todos os anos têm decorrido estes convívios”. “Já o ano passado houve dois almoços, um em Fevereiro e outro em Setembro, e este ano assinalamos o 6.º almoço. Têm sido realizados de forma intervalada, de seis em seis meses. Estarem um ano sem se ver [ex-funcionários] é muito tempo. Esta é uma iniciativa dos antigos colaboradores e nós estamos presentes para dar a cara pelos antigos patrões. Esta é a família Bazar do Povo”, referiu Maria Helena Araújo, acompanhada pelo bisneto do fundador, Marco Henrique Abrantes, que falou num espírito de união inquebrável.

“Éramos como uma família. Esse sempre foi o conceito do Bazar do Povo. Já nessa altura, todos os anos, fazíamos um jantar. Havia um grupo que tocava música e outro grupo desportivo, ou seja, esta é uma oportunidade para se reencontrarem e partilharem essas memórias. As pessoas revêm-se e há sempre vontade de fazer isto. Se houvesse oportunidade fazíamos isto de três em três meses”, atirou, salientando que “este espírito de grupo deveria ser repercutido em outros estabelecimentos”, na Madeira.

O bisneto do fundador deste espaço que abriu portas a 19 Maio de 1883 e, posteriormente, passou o testemunho a outro proprietário, a 7 Abril de 1995, lamentou ainda que muitas lojas de comércio tradicional, no Funchal, estejam a desaparecer, e por isso, tanto Marco Henrique Abrantes, como Maria Helena Araújo, não tiveram dúvidas em afirmar que o Bazar do Povo “era um Mundo” que encantava todos aqueles que passavam pela montra.