Justiça na peluda

19 Jun 2019 / 02:00 H.

    Um subfardado, graduado em subcomissário da PSP corporativa, ainda em funções de afinador de bastões e soqueiras, que sem dó nem piedade agrediu uma família, constituída por um pai, duas crianças e o avô destas, à saída do estádio de Guimarães, após jogo da Liga, quando estes se encaminhavam já longe dos portões da arena de futebol para casa, foram interceptados por aquele excessivo membro das forças da ordem e do abuso de autoridade, e sobre eles descarregou uma raiva e frustração digna de estudo e de tratamento clínico. Em tribunal foi condenado por sentença leve e ao jeito do habitual, mas que deu lugar a recurso por parte do Ministério Público, que tal como nós se indignou com tão precária pena. A Relação de Guimarães agravou o castigo de forma light, para dizer que fez alguma coisa, e enganar-nos pensando talvez em dar-nos maior sossego. Diz o tribunal que o agente agrediu um velho pai e filho adultos, com murros, pontapés e bastonadas a torto e a direito, conforme se viu pelas imagens de têvê, largamente difundidas.Toda a gente viu que aquela família estava isolada e sem apoios por perto. Mas o subfardado, em juízo disse em sua defesa, que havia uma multidão à sua volta de cinco mil adeptos, que o atemorizou e da qual sentiu pânico, e que até “foi agarrado pelas costas pelo velhote e avô que lhe rasgou a farda”. Este elemento policial, devia ser internado, pois apresenta sérios sinais de descompensação mental, e manter-lo ao serviço é um perigo para a sociedade. Um mentiroso viciado destes e em estado de comportamento criminoso, não pode pertencer à corporação que o admite a andar por lá a praticar actos de autêntico marginal, que nos envergonha, já que a ele, ainda vá servindo para ser graduado com louvor( o que veio a acontecer), e apreciado por alguns dos seus pares, que o acompanham naquele esquadrão de violência gratuita, peritos em relatórios falsos para se defenderem em Juízo. Convém alertar o Tribunal, que o agente não agrediu só duas pessoas, mas quatro(e o país), pois as crianças também contam como vítimas, que jamais esquecerão o acontecimento, que humilhou seu pai e avô à frente dos seus olhos de crianças indefesas. Eu também jamais me esqueceria!

    Joaquim A. Moura

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