Um desafogo

17 Mar 2019 / 02:00 H.

    Estamos em ano de eleições, mais uma vez, honestamente, não tenho o interesse em procurar

    conhecer para qual hierarquia será, seja ela nacional ou regional, mesmo que seja lá de casa,

    aqueles divinos minutos que poderia perder em conhecer candidatos, investigar propostas ou mesmo demonstrar, como bom cidadão, soluções, não, prefiro ir para casa ver um filme.

    Sim, é neste ponto em que estão as coisas, aliás, como o acto de ver um porno, segundo palavras

    sábias de um dos cartazes partidários que me cruzo, “o que interessa é fazer”. É esta a

    motivação que temos, este o desleixo de criaturas mundanas, que se esquecem de olhar para

    uma sociedade, parte dela já criando mofo, ou caruncho, outra parte exercitando polegares

    limpando erras de telefones o quanto mais pode. Não admira que em algumas conversas de café o que se ouve é ... pois silêncio ou a clássica variante interessantérrima, temáticas que me fazem querer ficar de rabo colado, saber da vida do meu vizinho ou como a vizinha do três apanha na cabeça com o pau da “poncha” quando o Benfica perde, e que fazemos nós? Pomos “like” na notícia e comentamos. Porque não tomar conta da situação do início ao fim, em vez de chamar

    “Sr. Deputado” e erguer-se no meio de uma prisão, comentar que o futebol é um ganha pão para muitos, a venda de álcool já faz parte da cultura folclore futebolística, ou da cultura geral, tudo isto é dramático, uma novela, para agora terminar este pensamento, sugiro este climax, porque não começarem já que os professores são essenciais para a sociedade, porque não justificar o salário, com uma nova disciplina no programa, de bom censo, sempre me deixava mais tranquilo depois de 9 anos 2 meses 1 dia.

    A vida continua e nós, aqui no meio do oceano ainda temos uma tendência de nos vendermos

    como Cuba, só se for pelo espanhol que iremos começar a dialogar uns com os outros, porque de consciência, somos mesmo comparados como uma Madagaáscar Europeia. Uma solução, como na selva, sejamos uma sociedade onde se cuida uns dos outros, mas de forma consciente, sem influências ideológicas, mas sim apenas com bom senso.

    Luís Freitas

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