Subvenções ou subversões? Ou a ética vai nua...

10 Set 2019 / 02:00 H.

    O Estado tem a obrigação e responsabilidade de lutar contra as desigualdades, promovendo a

    justiça a todos os níveis.

    Assim não é, quanto às subvenções vitalícias. Enquanto há quase 7 milhões de euros para políticos com 12 anos de funções, onde alguém desta casta privilegiada ganha cerca de 14 mil euros, há pensionistas a receberem 200 euros/mês(!). É a obscenidade contra a miséria! É vergonhosa a atribuição

    destas subvenções vitalícias. Privilégios por cargos políticos não devem existir, já que a causa pública não deve e não pode suportar/sustentar vantagens exclusivas. O ministério da Segurança Social, só agora divulgou a lista dos bafejados, há três anos suspensa, porquê? Porque a desproporção dos ganhos são escandalosos!? Quem não deve não teme! Qual é a justiça, face ao exposto, para um familiar que trabalhou no Estado 40 anos e tem uma pensão de 500 euros? Nenhuma! São mais de 300 os figurões que recebem estes abonos milionários ao fim de cada ano. Com certeza que esta gente descontou para a

    Caixa Geral de Aposentações. Porque não recebem em conformidade? Estes políticos fazem leis em causa e benefício próprio e a sua ética, além de escangalhada, vai nua...

    Os portugueses não percebem que ao fim de (só) uma dúzia de anos de actividade, os deputados tenham uma subvenção até ao fim da vida, e que esta (ainda) possa ser transmissível...

    Afinal, Portugal é rico... para poucochinhos!

    Vítor Colaço Santos