O telefonista de Belém

10 Jan 2019 / 21:06 H.

    Impensável até agora. Temos um presidente da República e Chefe das Guerras internas, que virou telefonista sem nunca ter preparação de radio-telegrafista nem dominar o código Morse, sequer. Esta falha num professor superior, é grave e pode comprometer as acções em curso, quer em Tancos quer nos canais televisivos que estão no ar e em terra. O homem da fé nos contactos afectuosos, quase porta-a-porta, agora meteu-se ao telefone e não poupa artista ou apresentadora de programa triim-triim ou pimba, com boa amostra, e a meter cavilha em tudo quanto é buraco. O chefe da estação, parece ter todo o tempo do mundo para estar em tudo e em todas, menos para estar presente na tomada de posse do eleito e polémico Nicolás Maduro, na Venezuela, obedecendo a estratégia UE e conluio USA, mas a desfazer-se numa corrida para estar de corpo e alma no Brasil, na companhia de um fascista, o ex capitão Bolsonaro, eleito presidente daquele país corrupto e criminoso, desde o Palácio Alvorada e residência presidencial, até às celas dos piores bandidos e incendiários de igual modo. Apresentou justificações aos portugas, mas não por telefone desta e da outra vez, mas por comunicado ao país, que o sustenta sem o deixar pendurado e a falar para o boneco. Marcelo, tem de agora em diante, de permanecer na central de comunicações, e armado nas suas novas funções de, call-center, que de cow-boy já há muito ele deu provas de saber disparar e montar. A Cristina que o diga, pois riu e chorou até às lágrimas, e húmida até escorrer de felicidade. O telefonista Marcelo, continua a ter que fazer as devidas compensações aos demais apresentadores e artistas, e a sua nova paixão, é o telefone, sem olhar a horas. Com os gastos e os seus gestos, podemos nós. Mas cada vez menos!

    Joaquim A. Moura