“Não sou de esquerda nem de direita, sou é cristão”

10 Set 2019 / 17:37 H.

    Tenho a família e a pessoa humana no centro da ação política. Olho para politica como uma missão nobre a favor dos outros e da sociedade onde nos inserimos. Tenho saudades de políticos como Adelino Amaro da Costa, Adriano Moreira, Manuel Monteiro, António Guterres, Baltasar Gonçalves, Ricardo Vieira e até Francisco Sá Carneiro. Sempre votei em pessoas com linhas de orientação cristã, em políticos católicos.

    Em 2013 e em 2017 votei numa coligação para a Câmara Municipal do Funchal, que incluía partidos de esquerda. Assumi que uma coisa são eleições para as autarquias e outra são eleições legislativas regionais ou nacionais.

    Hoje, já não existe direita ou esquerda, existem pessoas, e é nas pessoas que devemos confiar. Cito os escritos de Bento XVI. “Quantas vezes os homens tentaram construir o mundo sozinhos, sem o controle de Deus! O resultado foi marcado pela tragédia das ideologias que, por fim, se revelaram contra o homem e sua profunda dignidade“ e acrescenta “ser persistente e paciente significa aprender a construir a história junto a Deus, porque somente edificando sobre Ele e com Ele a construção está bem fundada, não instrumentalizada com fins ideológicos, mas realmente digna do homem.”

    Foi isso que Dom Nuno Brás nos alertou com as seguintes palavras “Havemos de votar tendo em conta a dignidade de todo o ser humano e os valores cristãos que, desde sempre, dão forma ao nosso viver madeirense e português.”

    A poucos dias das eleições, faço aqui a minha “confissão”: vou votar num grupo de pessoas sérias e credíveis: Paulo Cafofo, Luísa Paolinelli, Élvio Jesus, Olga Fernandes, Sérgio Gonçalves, Énia Freitas, Vitor Freitas, Micaela Camacho e tantos outros. Acredito nesse conjunto de pessoas novas capazes de dar solução aos nossos problemas que não se resolveram nem se resolvem sem diálogo e cooperação com o Governo de Lisboa e com Bruxelas. O PPD/PSD Madeira não assegura a resolução dessas questões tão importantes para o nosso futuro e é responsável por um endividamento absurdo e duvidoso nos seus resultados.

    Vou votar na lista do Partido Socialista. São quatro anos em que acho importante experimentar outra gestão e direção politica da nossa Madeira. Se não correr bem, qual o problema em voltar a mudar? Não haja medo. O medo do PPD/PSD Madeira é o Partido Socialista, em quatro anos, fazer melhor do que nos últimos anos. Agora não faz sentido votar nos pequenos partidos, que podem ter, 200, 500 ou mesmo 1500 votos ou mesmo que possam eleger um ou dois deputados sem qualquer utilidade. É desperdiçar o voto.

    Votar na lista do PS é votar na concretização de uma alternativa! É preciso quebrar a hegemonia do PPD/PSD Madeira! A antiga maioria não tem o direito de, só porque é maioria e teve sempre o poder, de definir o que é bom para o futuro, de acordo com “valores” do momento e contra o sentimento verdadeiro de desejo de mudança das pessoas. Para o bem da Madeira e dos madeirenses eu vou votar Partido Socialista.

    Tomás Freitas

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