Madeira Nova, uma questão nuclear!

16 Abr 2019 / 02:00 H.

    Madeira Nova, uma questão nuclear! A regionalização atabalhoada, da saúde na RAM, fez nascer um modelo, torto á nascença, o qual foi desde sempre, por uma maioria absoluta, tido, “como um exemplo e o melhor no pais”, uma propaganda, ao mesmo nível daquela, que adjectivava, a RAM como povo superior, uma guerra pueril, que inclusive envolvia os Açores, e cuja comparação, de forma depreciativa, era tido como elemento comparativo.A fundação do SRS/RAM, feita em cima do joelho e de forma atabalhoada, fazendo nascer em cada esquina, um centro de saúde, carecia de planeamento estratégico, num tempo em que a estratégia, era pensar de noite, fazer nascer durante o dia e depois lá se vê; e o que actualmente se vê, e se assiste, é o declínio de algo, que nunca deveria ter nascido, e sim ter sido abortado logo de inicio. Não significa, que a regionalização da saúde, assim como da educação, não fosse importante. Do ponto de vista político, ambas eram nucleares, á consolidação de uma jovem autonomia, que dava os primeiros passos, e aprendia a andar, e a falta de cautela, assim, como não se considerar as consequências de determinados actos, naturais, em jovens políticos, que em democracia, governavam, com velhos hábitos, da ditadura, e como se estivessem ainda, em plena juventude onde imperava a inconsequência e alguma rebeldia: foi-lhes dado o incentivo fatal, a maioria absoluta, carta-branca para mandar e desmandar, o início de uma dinastia, com linha imperial e direito a delfins, da qual a saúde e outras áreas regionalizadas, não escaparam e foram contaminadas, por uma “linha imperial laranja”, cujo comportamento e práticas governativas, em nada enobrecem a democracia.O início da autonomia na Madeira, teve a pior receita, que um povo iletrado e impreparado, sem a mínima noção do que eram eleições partidos e democracia, poderia esperar, e com estes ingredientes, quem tinha olho, foi Rei, e apenas lhe bastou ter o dom da palavra e jeito na venda de “banha-de-cobra”, algo que agora, chega ao fim, precisamente porque a iliteracia, é menor, e a educação, foi o golpe fatal, o tal autogolo, natural: a composição do povo é bem diferente.Por isso assiste-se na saúde, como de resto, sempre se assistiu, de forma mais encapotada, a um descontentamento de utilizadores e profissionais, que uma nova ferramenta, as redes sociais, faz entrar pelo telemóvel, no ouvido de cada pessoa, individualmente, permitindo ao mesmo inclusive opinar e demonstrar a sua “livre espontânea e imediata reacção”, embora também, se tenha que ter em linha de conta, a reacção da desinformação ao serviço de um regime que também se adaptou, a esta realidade, os políticos adaptaram-se a esta nova forma de bilharde e de fazer politica.E agora, para endireitar e compor toda esta confusão, só com a reposição pela democracia, de valores e de pessoas, que enfim, possam, com competência e mérito reconhecido, verdadeiramente trabalhar para o povo e pelo povo. Felizmente nota-se que nasce uma nova estirpe de gente que não se deixa dominar nem manipular, que sabe o que enfrenta, e que sabe que durante esse processo pode mesmo sucumbir, em nome da verdade e apostados, numa geração com valores de cidadania, onde contam as pessoas, e não os interesses de grupos organizados e que se alimentam promovendo a pobreza de toda uma região.

    José Edgar M. da Silva

    Outras Notícias