Linguística

03 Nov 2019 / 02:00 H.

    A nossa riqueza verbal, ficou bem demonstrada após a flash-interview no final do jogo que opôs o C.S.Marítimo clube do Funchal na ilha da Madeira, onde se pode ouvir um português próprio do território, e o FCPorto,, cidade do norte onde também se ouve um linguajar típico de tripeiro, saído sabe-se lá, de que Acordo Ortográfico. Embora o resultado na partida fosse dividido, com uma dose de sorte para os portistas, o técnico dos azuis e brancos no final e diante de muitos microfones e câmaras indiscretas, a uma questão colocada por repórter desprevenido, respondeu com verdadeira falta dura, em flagrante fora-de-jogo, a merecer cartão vermelho e expulsão da sala de conferência. O léxico português, é fértil em permitir-nos dizer a mesma coisa que se quer, com palavras bem mais suaves e mais aromáticas. O mister, em vez de aplicar o palavrão empregue, podia ter dito algo como:- “estou-me mas tintas, estou-me a marimbar para isso, estou-me a borrifar...”, etc, sem mostrar o lado baixo que o consome desde os bancos da escola, e a sua limitada capacidade para aprender e virar erudito ou simples académico especializado na arte de bem-saber-falar-português, para uma nação feita de gente adulta e de gente pequena e em idade infantil e sensível a tais figuras, que representam símbolos seguidos, embora por vezes pouco exemplares. Sérgio Conceição, não é um erudito em coisa alguma, mas tem obrigação de saber o relvado que pisa e o clube que lhe paga, para ele ter uma prestação mais saborosa e menos pastosa. Aposto que o FCP, clube tão polémico quanto importante, ficar-lhe-ia agradecido, mesmo tendo saído por baixo do Estádio dos Barreiros - sem mais sinónimos!

    Joaquim A. Moura

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