Festa do Senhor em Machico

14 Set 2019 / 02:00 H.

    O tapete de flores, no trajeto da procissão da Festa do Santíssimo Sacramento da Eucaristia da Paróquia da Vila, em Machico, no domingo dia 25 de agosto, estava muitíssimo bonito.

    Autêntica obra de arte efémera deveria, em minha opinião, manter-se até cerca das 24h. E todo aquele material seria removido só de madrugada. Como também não haveria circulação automóvel nas ruas afetas à procissão, desde as doze às vinte e quatro horas. Tudo isto por louvor e respeito ao Altíssimo e consideração pelos fiéis artífices daquela alcatifa vegetal.

    Também no sábado, dia 24, pelas vinte e uma horas e trinta, acenderam-se os tradicionais fachos, nas vertentes do vale, com a habitual boa qualidade de execução. Mas conviria que houvesse mais diversidade de desenhos e não apenas quase só de barcos.

    Houve algo que esteve mal e que já ocorrera muitas vezes no passado. Foi o lançamento de fogo de artifício em zona de grande concentração habitacional e de espetadores. Ou seja, no local dos antigos engenhos; Ruas da Estacada e Ribeirinho; e muralhas da ribeira. E outrora, entre as décadas de trinta e oitenta, pelo meio dia do sábado, fazia-se também disparar uma grande girândola de fogo de estalo ao longo da muralha (lado oeste) da ribeira, o que era uma grande imprudência e temeridade.

    Quanto a mim, fogo (de estalo ou de artificio) só na muralha do cais da Trincheira e no muro da estrada da rocha do sítio da Queimada.

    E, a propósito desta festividade, permito-me prestar aqui uma sentida homenagem ao meu avô materno, José Teixeira Galú, grande festeiro em finais dos anos trinta. E ao meu pai, Jacinto da Costa Andrade, exímio fazedor de fachos e grande festeiro por cerca de 1948. Como também a Jorge Manuel Rocheta Cabrita, um amigo nosso algarvio, de Faro; um católico e fervoroso praticante que exerceu advocacia. Foi colega de curso do meu irmão Miguel e residiram ambos no Colégio Universitário Pio XII, em Lisboa. Eu e a minha irmã, São, conhecêmo-lo lá, através do nosso irmão e passámos a ser amigos. Ele, no Verão de 1969, passou férias em Machico na casa dos nossos pais. E muito apreciou a Festa do Senhor, aqui, nesse ano. Faleceu recentemente. Paz à sua alma e as nossas condolências à sua esposa, Neli; e aos filhos, Pedro e Paulo.

    Manuel Ascensão da Costa Andrade