Convite à Secretária Regional do Ambiente e Recursos Naturais

13 Set 2019 / 02:00 H.

    A edição do DN de 10 de Setembro último, divulgou uma fotografia em que a nossa Secretária Regional do Ambiente e Recursos Naturais se encontrava a bordo do submersível que está a estudar o mar da Madeira. O objectivo, julgo eu, seria a divulgação das razões que levaram à aquisição de serviços técnicos relacionados com um dos mais importantes recursos naturais que temos: o mar da Madeira. Segundo a notícia e resumindo, a operação pretende recolher informação sobre os seguintes objectivos específicos: conhecimento de quantidades, distribuição espacial e proveniência de LIXO-MARINHO; avaliar o seu IMPACTO nos ecossistemas costeiros, adquirir dados científicos e melhorar a GESTÃO SUSTENTÁVEL de actividades humanas. Ainda segunda a mesma notícia foram definidas para os mergulhos do submergível: Ribeira Brava; Baía do Funchal; Machico Caniçal e Crista Ponta de S. Lourenço/Desertas.

    Gostei!

    Permita-me que lhe faça uma sugestão, Senhora Secretária: porque não uma deslocação à frente mar do Arco da Calheta, apreciar as áreas junto das jaulas de pescada ali colocadas? Porque não apreciar a linda paisagem que se pode desfrutar do e no mar da Calheta, num passeio pela superfície? Porque não tirar umas fotos por baixo das ditas cujas jaulas, onde está tudo a ser dizimado, fauna e flora, enfim, o ambiente e os recursos naturais? Tenha cuidado para não ser atropelada pelas cangalhas que lá foram colocadas...

    (A produção intensiva desenfreada e sem controlo nem fiscalização levou às vacas loucas, com as rações alimentares, à gripe das aves com a administração de hormonas. O que vem a seguir? Os peixes?)

    É que acho correcta a preocupação em colocar limites para as actividades relacionadas com a apanha/recolha dos nossos recursos animais, florestais, minerais e outras. Colocar limites ao cidadão comum nas quantidades de captura de lapas, de peixe, areia, pedra, etc, são medidas de protecção ao equilíbrio do ecossistema marítimo local. E a concentração de antibióticos, de rações e de fezes não tem impacto na fauna e flora selvagens locais, com uma influência imensurável e incontrolável no nosso mar? Ou será que os malefícios provenientes dependem dos sujeitos/entidades que praticam essas actividades?

    Também, Senhora Secretária, ficava-lhe imensamente grato que divulgasse as fotos obtidas no local. Coisas de um curioso...

    Finalmente, mas muito mais importante, gostaria que a Senhora Secretária se pronunciasse sobre esta matéria, uma vez que se trata de assunto que é da sua competência: o ambiente e os recursos naturais. Ou será que o mar da Calheta não é da sua competência?

    Manuel Vieira

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