Califórnia da Europa ou o Portugal dos EUA

16 Ago 2019 / 02:00 H.

    Precisamos de um país mais consciente da imagem que transmite ao mundo e em particular, à Europa. É neste último espaço geográfico que Portugal precisa fortalecer-se e fazer-se ouvir melhor. Necessitamos quebrar barreiras, que impomos a nós próprios, o típico complexo de inferioridade, a desadequação na maneira e forma como tratamos das mesmas questões no plano nacional e no plano europeu. Literalmente, é imperioso limar arestas, polirmos a imagem do país, sem receio de perdermos a nossa identidade, isso não é sequer um risco, a nossa cultura é milenar, nós podemos ser a Califórnia da Europa ou a Califórnia pode ser o Portugal dos EUA. Não podemos continuar reféns, mormente o Governo, das grandes corporações que atuam em Portugal, que não raramente são tributadas fora de Portugal apesar de terem capitais e mão de obra portuguesas, lesando os interesses nacionais em milhões e condicionando o poder executivo a não alavancar o salário mínimo nacional para padrões semelhantes aos praticados na Europa, ou na Espanha. Estreitar os laços diplomáticos e económicos com os EUA, um mercado com um potencial gigantesco, sedento de Portugal, mas que o nosso país por timidez ou falta de visão, acanha-se e esconde-se - um pouco como faz na sua relação com a vizinha Espanha, onde assume uma posição passiva e coíbe-se de ser um verdadeiro player -, incrementando-se, substancialmente, as ligações aéreas ao mercado norte-americano, tornando Lisboa e Portugal num hub para os passageiros e interesses de e para aquele mercado, aproveitando-se a posição geográfica privilegiada de Portugal nesse sentido.

    Diogo Freitas

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