Assembleia da República devia ser modelo

11 Nov 2018 / 02:00 H.

    O amiguismo entre deputados atinge a informalidade para lá dos limites sobre o acesso às

    password, que neste caso, serviu para validar faltas de José Silvano, PSD, na Assembleia da República. A conduta dos deputados, bastas vezes, pisa a ética e a moralidade. Sendo graves e ridículas as falhas de Silvano, o presidente da AR devia ter actuado com mão de ferro.

    No Parlamento, a Comissão de Ética fez um escrutínio tão útil, que não descobriu ilegalidades.

    Inacreditável e indigno! A explicação desta aldrabice, da colega deputada de Silvano, Emília Cerqueira, ao validar a presença daquele - é hilariante... Disse que foi,’’inadvertida-mente’’(!). Só os incautos acreditam. Sinalizar uma presença dum ausente, num computador, não basta premir um botão... A explicação da sra. Emília podia e devia ter sido feita logo após a notícia ter sido espoletada pelo Expresso. Não o fez, porquê? Estas gravíssimas falhas de ética intoxicam a opinião pública, que afastam da política os cidadãos (é isto que querem?), abrindo espaço ao populismo extremista da direita. O PSD está num processo autofágico!, e o seu líder respondeu a um jornalista, acerca desta imoralidade, em alemão(!). É uma negação arrogante, para quem exigiu «um banho de ética na política». Considerou esta nódoa indelével, «uma questiúncula». Rui Rio deu uma banhada... As próxima eleições arriscam-se a serem campeãs da abstenção, por manifesta falta de credibilidade, causada por péssimos exemplos.

    Vítor Colaço Santos

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