Amar Deus e ser homofóbico é contraditório

18 Mai 2019 / 02:00 H.

    Poderei ser apenas um jovem ingénuo e ainda inexperiente com a maravilha que Deus me deu denominada “vida”; Poderei não ser eu o filho de Deus mais devoto, poderei eu não ter estudado teologia, poderei eu não saber quase nada sobre a religião mais predominante neste país, muito menos das outras; Mas sei que eu tenho direito à palavra tanto quanto qualquer outro filho de Deus, inclusive a do Sr. Bispo Nuno Brás. As minhas palavras são tão quanto válidas e importantes como as dele, mesmo que qualquer um de nós estejamos “errados” ou “corretos”.

    Porque eu acredito num Deus que nos criou todos iguais, inclusive (e saliento) todos com a mesma capacidade de amar e sermos amados. Acredito que nós, pecadores e cruéis uns com os outros, é que distorcemos as palavras Dele, usamos o que era originalmente uma fonte de esperança, de salvação, de amor, numa ferramenta de dominância, de medo, de opressão, de hipocrisia.

    Acredito que homossexualidade não é doença, mas homofobia sim.

    Acredito que homossexualidade não é uma doença nem escolha, mas a homofobia sim.

    Acredito que a Igreja não é a religião.

    Acredito que homofobia no coração do nosso Pai não existe, mas sim que a homofobia é instrumento de dominação e opressão totalitária feita pelos humanos que se absorvem pela raiva, pelo medo, pela tristeza e que nos querem enganar que tanto se chamam “pregadores da palavra verdadeira absoluta de Deus”.

    E mesmo que vosso Deus, independentemente de religião, seja um que condena dois humanos amarem-se um ao outro e propagarem tal amor, não cabe a vós julgar a vida de tais humanos; e no nosso caso, isso sim: é cair na tentação do ódio e egoísmo; é Ira, é Inveja, é Orgulho; é pecar.

    Não tenhais medo de se questionarem a si próprios e o que dizem ser as palavras de Deus.

    Talvez seja altura de se sentar, refletir, e conversar com Deus; Não com os seus filhos mal-influenciados que pecam e nem reconhecem os seus próprios pecados hipócritos; que falsamente afirmam serem pregadores das intenções de Deus; mas sim, falar com Deus Ele próprio.

    Amai ao próximo como a ti mesmo, fazei pelo os outros o que gostaríamos que os outros fizessem por nós.

    M. Canha

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