A guerra dos mercadinhos!

01 Dez 2019 / 21:10 H.

    - Que mal deviam ter feito os nossos antepassados, para sermos, por Deus, tão castigados?!

    - Ah, meu amigo, isso é verdade. Carregamos uma cruz que só Deus, Nosso Senhor, é que sabe.

    - Implicar, agora, com o Mercadinho de Natal na Avenida Arriaga, nem ao diabo lembrava!

    - Sim. Sim, tenho assistido a essa discussão. Mas, afinal, quem tem razão?

    - Não sei, nem quero saber. A idiotice é tão grande que nem perco tempo para perceber.

    - Provavelmente, guerras de poder.

    - Talvez, como não há nada de importante para fazer, arranjam estas coisas para entreter.

    - Com um pouco de sorte, ainda vamos que ter passaporte para entrar e sair nas ruas sob a alçada da Camara Municipal e as do Governo Regional.

    - O diabo que jure se já não há cabeças a pensar que isso era uma medida a implementar.

    - Sei lá, já nada me surpreende do que possa acontecer tanto cá como no continente.

    - Isso é evidente.

    - Ai, meu Deus, tantos anos a ouvir a mesma “ladainha” para que ninguém deitasse todos os “ovos “ debaixo da mesma “galinha”, até que o povo, finalmente, (mas, pelos vistos, desgraçadamente) ouviu, lá os “ovos” dividiu e a melhoria que viu foi estas “guerras” permanentes, inoportunas, quase diria, indecentes, que deixam nitidamente perceber que o que está em causa é o maldito do PODER!

    - Tens toda a razão. Na próxima eleição a maioria do povo volta atrás com a sua decisão, farta destas guerrilhas e da falta do bom senso, entrega a Câmara a quem já tem o Governo e, claro, é de novo acusado de ser um povo atrasado, analfabeto, acomodado e de outras coisas de que só o diabo é que sabe.

    - Não tenhas dúvidas, o que dizes é uma escritura. Aliás, em relação ao PODER REGIONAL há mais de 40 anos que isso dura.

    - Sim, sim, e quanto a mim, muitos anos vai durar, enquanto na oposição não aparecer alguém com outro modo de pensar, outra maneira de atuar e de na política estar.

    - Oh, meu amigo, não quero que fiques dececionado, mas se estás à espera de ver isso o melhor é esperares sentado e bem acomodado. O lema que se segue é que, tudo o que “aparece” para a política “serve”, assunto arrumado.

    - Acredito, meu amigo. Estas animosidades entre Câmara e Governo terão continuidade, em nome, evidentemente, da liberdade e, claro, para bem do povo, da terra e, particularmente, da cidade!

    - Exatamente. Só não vê quem não seja boa gente.

    - Contudo, meu amigo, vendo a coisa de modo sereno, natural, este confronto entre Governo e Câmara Municipal, não nos faz assim tão mal.

    O Marítimo caminha para o abismo. Tem um treinador que trabalha com a mente dos jogadores, esquecendo-se que os jogos ganham-se (normalmente) com os membros inferiores. O Nacional, coitado, também anda entaramelado, o União anda naquela aflição que só não mata os adeptos do coração. Se não for estes “jogos” Entre Governo e Camara Municipal, o que tem o povo para se divertir (e rir) neste Natal?

    Juvenal Pereira