Espólio de Aragão

28 Fev 2015 / 03:00 H.

    Marcos Aragão Correia

     Quero agradecer imenso a cobertura independente e de grande qualidade que o DN-Madeira tem efectuado sobre a obra do meu pai, António Aragão.
    Também devido a esse vosso interesse, conseguimos o interesse da Câmara Municipal do Funchal, em unanimidade e após proposta do CDS, o que muito nos satisfaz.
    Nunca é demais lembrar que temos tudo feito para salvaguardar o interesse público deste valioso espólio. Assim:
    1.º - Todo o espólio histórico do meu pai foi doado, há já vários anos, ao Arquivo Regional da Madeira, ou seja, os estudos sobre História da Madeira; contudo, até ao momento, não temos conhecimento de nenhuma iniciativa da RAM que visasse trabalhar sobre esse mesmo espólio;
    2.º - Após o falecimento da minha mãe, doei todo o espólio literário, com isto refiro-me aos manuscritos éditos e inéditos de prosa e poesia do meu pai, e ainda quase toda a correspondência entre o meu pai e artistas e escritores nacionais e internacionais, à Professora Diana Pimentel, que conseguiu uma licença sabática da UMA (de pelo menos 1 ano) para trabalhar em exclusivo neste vasto espólio literário, publicá-lo e elaborar ensaios sobre o mesmo; tudo isto com compromisso contratual;
    3º - O restante espólio só foi levado a leilão devido ao total desinteresse de Alberto João Jardim;
    4º - Contudo, no âmbito do leilão, foi exigido que a idoneidade dos compradores fosse apurada, e os seus contactos guardados, de modo a poder, mais tarde, reunir novamente o espólio caso haja oportunidade;
    5º - A colecção de quadros “Os monstros”, últimas pinturas do meu pai, não foram levadas a leilão, estando neste momento a ser negociadas com museus de arte contemporânea europeus, nomeadamente com a Tate Gallery (que já manifestou interesse).
    Além do mais, com todos os alertas por nós lançados, conservámos sempre a esperança de que alguma instituição pública mostrasse interesse. Como se veio a saber hoje, essa instituição foi a Câmara Municipal do Funchal, que, por iniciativa do CDS, aprovou ontem por unanimidade a compra do espólio do meu pai com maior interesse museológico. Como referi, também se deve esta conquista ao interesse do DN-Madeira. Muito obrigado!
     

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