Artigo de Miguel Silva Gouveia

07 Dez 2018 / 02:00 H.

    Leitor assíduo do Diário de Notícias da Madeira e munícipe do Funchal, li com espanto um artigo de opinião do Sr. Vereador Miguel Gouveia, número 2 de Paulo Cafôfo. Pelo esquecimento e omissão de factos relevantes. Pela parcialidade com que aborda aspetos do nosso Município. É um artigo de opinião. É um filme. É uma lenda.

    Facto 1: esqueceu que em 2018 a CMF cobrará, em IMI, mais 2,2 M€ do que em 2013. Juntando o IMT, o aumento de impostos cobrados ascende a cerca de 5,5 M€. Só em 2018! Não esquecer que este executivo também passou a cobrar Derrama, num acréscimo de 1,5 M€/ ano. Quanto ao IRS, em 2013 a CMF reteve 5,2 M€ e em 2018 prevê reter 4,7 M€, ou seja, esforço líquido em prol dos munícipes de 500 mil euros. Bem queríamos que fosse mais!;

    Facto 2: a dívida foi crucial ao vasto investimento que ainda hoje nos beneficia. O executivo de Cafofo tem o nível de investimento público mais baixo, pelo menos desde 2005. Isto é óbvio nas obras que não avançam, na falta de projetos estruturantes, nas perdas recorde de água potável, na baixíssima aplicação de fundos comunitários e até a não utilização/desperdício de verbas contratadas;

    Facto 3: teria sido elegante, e no mínimo ético, referir a adaptação de programas similares, sendo uma ação generalizada de autarquias por todo o país... Com humildade, ninguém é obrigado a inventar a roda;

    Facto 4: “precursor na participação cívica” via Orçamento Participativo? Será referência a projeto de um destacado militante socialista? E sobre a plataforma Funchal Alerta, o que foi feito do Citizen On? (Projeto empreendedor que, apesar de trabalhos iniciais na CMF, na hora da verdade simplesmente não foi contratado);

    FACTO 5: esqueceu que os projetos finalmente implementados agora são anteriores a 2013. Estavam prontos a avançar/financiar e este executivo demorou 5 anos a lançar. Não refere o Amianto Zero... Porquê?;

    Facto 6: “maior independência financeira” também se pode interpretar como “maior peso dos impostos cobrados nas receitas da Autarquia”, que o Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses alerta que passou de 27% em 2013 para 50% em 2017;

    Facto 7: o PSD não é, não foi e não será um “partido da oposição”. É um partido da ação, concreta e efetiva, em prol dos cidadãos. A alusão ao “voto contra” pelo PSD é falsa, como evidenciado pelos imensos votos a favor em tudo o que defenda o melhor interesse dos munícipes.

    Jorge Vale Fernandes

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