Rubina Leal no Secretariado do PSD

Rui Abreu vai ter Rubina Leal no Secretariado, uma figura que conhece bem

10 Nov 2018 / 02:00 H.

É a grande novidade da profunda remodelação que o Secretariado do PSD-M vai proceder nas eleições internas que decorrem em Dezembro. O DIÁRIO sabe que Rubina Leal integra a lista a este órgão do Partido. Será uma espécie de número dois de uma estrutura que continuará a ser dirigida por Rui Abreu – aliás como já publicou o DIÁRIO na edição de quarta-feira – caso Miguel Albuquerque mereça a confiança dos militantes, de resto, como se perspectiva, uma vez que não se advinham listas concorrentes.

Rui Abreu terá já convidado a actual vereadora da Câmara do Funchal e deputada na Assembleia Legislativa. O secretário-geral conhece bem as qualidades da sua colega justamente por ter colaborado durante anos a fio com a companheira social-democrata. Este convite terá sido bem visto por Albuquerque que quer outra dinâmica e outra proximidade com as bases.

Mas, à medida que as horas passam, aumenta a ansiedade e o suspense no seio dos social-democratas, sobretudo por saber quem serão as restantes escolhas que Miguel Albuquerque, Rui Abreu e ‘companhia’ estão a proceder tranquilamente nos diversos sectores, um dossier que está prestes a estar encerrado.

Esta quarta-feira, o DIÁRIO avançou que existiriam três mexidas no Secretariado. Sabe-se agora que Marco Gonçalves, Adérito Aguiar e Amílcar Gonçalves não vão continuar, confidenciou fonte do PSD-M. Por exclusão de partes, Bruno Miguel Macedo deve manter-se na estrutura.

A explicação para que Amílcar Gonçalves não continue prende-se fundamentalmente com o facto de o secretário regional das Infra-estruturas estar sobrecarregado com uma agenda que ocupa bom parte do tempo do governante quanto mais se estivesse dedicado a um órgão tão exigente, muito mais ainda num ano com três eleições à porta em que a generalidade dos comentadores políticos vaticinam como crucial para o futuro do PSD-M. Daí que a sua saída seja dada como pacífica.

Por falar em tranquilidade, ontem, cerca do meio-dia, Miguel Albuquerque, Rui Abreu e ainda Miguel Silva, adjunto do presidente do Governo, foram vistos numa das esplanadas da Rua Fernão Ornelas, e a boa disposição, diz quem estava por perto, foi nota dominante, bem como os sinais de perfeita sintonia manifestados através de expressões durante o diálogo de vários minutos, inclusive ao ponto de Albuquerque não se coibir em efectuar apontamentos e tê-los dado a conhecer a ambos colaboradores.

Rui Coelho não alinha

Por falar ainda em escolhas, Rui Coelho reagiu à possibilidade de ser dado como uma próxima aquisição a integrar no Secretariado, situação, sabe o nosso jornal, está afastada. Ainda assim, Coelho quis comentar a notícia considerando que o órgão ao qual pertenceu é de “vital importância para ser andado a discutir na praça pública, quer seja para convidar ou desconvidar”.

“Acho estranho esta auto-promoção como a substituição de três elementos do Secretariado. Na minha opinião isto não é um jogo de futebol que compreende 90 minutos e onde existe o direito de realizar três substituições”, observou.

Coelho disse ainda ter ficado “perplexo” pelo facto do seu nome estar na “berlinda”, ou ser aventado por um grupo de apoiantes que julgam que seria uma boa escolha integrar o Secretariado, que não vai acontecer. Lembra que é “apenas um militante base, com as quotas pagas”, passando de seguida ao contra-ataque: “Não contem comigo para dividir, para justificar boas ou más políticas e não contem comigo para competir com quer que seja”, atirou.

Rui Coelho dá a entender que por detrás deste apoio estará uma campanha com efeitos opostos: “Os militantes, mais uma vez, perceberam o objectivo desta auto-promoção”, referindo-se ao teor da notícia. Para esses e para outros, deixa uma mensagem: “É da responsabilidade do senhor presidente do PPD/PSD Madeira escolher os militantes com quem quer trabalhar, e essa escolha deve ser respeitada”.

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