PS do Funchal unânime

Concelhia do PS-Funchal aprova coligação com

04 Abr 2017 / 02:00 H.

A Comissão Política da Concelhia do PS-M do Funchal desfez, ontem, qualquer dúvida sobre a sua posição em relação às eleições autárquicas: os socialistas funchalenses estão com Paulo Cafôfo

A comissão presidida por Bruno Ferreira reuniu-se para aprovar a base de acordo para uma coligação alargada, candidata às próximas eleições autárquicas e aprovou, por unanimidade, o acordo com BE, JPP, PDR e Nós Cidadãos.

Os princípios aprovados abrangem todos os órgãos autárquicos e a designação de Paulo Cafôfo, independente e de Rodrigo Trancoso, do BE presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal, para encabeçarem listas a esses mesmos órgãos.

Bruno Ferreira, presidente da concelhia, sublinha que este órgão partidário faz uma “avaliação totalmente positiva” do desempenho da câmara. “Estamos todos muito motivados para o desafio de reelegermos o Paulo Cafôfo como presidente de Câmara”, afirma.

Os socialistas funchalenses consideram que o actual executivo camarário “fazer muito com pouco, apanhou a Câmara numa situação financeira muito difícil, e além de pagar a dívida que herdou ainda conseguiu fazer obras muito relevantes, como o Lido, a Loja do Munícipe, as acessibilidades nas zonas altas e os novos bairros sociais”.

Analisadas as condições colocadas pelos outros partidos para integrarem a candidatura, o PS-Funchal desataca a “boa fé de todos os partidos envolvidos nas negociações”.

Santa Cruz de fora

No caso do JPP, a única condição colocada foi a de ter um deputado municipal em lugar elegível, sendo que não foi abordada nas reuniões qualquer contrapartida em Santa Cruz. O deputado pelo JPP deverá ser Nelson Veríssimo.

A mesma condição sde eleição de um deputado municipal foi avançada pelo PDR e pelo Nós Cidadãos. O MPT, que integrava a coligação ‘Mudança’, com a entrada destes novos partidos, decidiu apresentar candidatura própria.

O PAN, outro dos partidos da ‘Mudança’, seguiu uma orientação nacional para não integrar coligações.

“Uma conclusão que chegámos igualmente foi que os actuais presidentes, seja da Câmara, Assembleia e Juntas deveriam ser recandidatos. Essa era uma condição fundamental para o acordo, e não faria sentido fazer alterações, dado que o trabalho de todos é avaliado de forma muito positiva”, refere Bruno Ferreira.

Da parte do BE era um ponto essencial manter Rodrigo Trancoso na presidência da Assembleia Municipal.

Estatutos do PS

A polémica entre o líder regional, Carlos Pereira e o secretário-geral nacional, António Costa, levanta dúvidas sobre a decisão final desta coligação. Pelos estatutos do partido, as decisões das concelhias têm um peso importante.

O artigo 31º refere que ‘A Comissão Política Concelhia é o órgão de definição da estratégia e de coordenação da actividade do partido a nível municipal’, estando entre as suas competências ‘desencadear e assegurar o cumprimento do processo de designação do primeiro candidato para o órgão autárquico municipal’, bem como ‘aprovar as restantes listas de candidatos aos órgãos autárquicos municipais do respectivo concelho’.

No entanto, a Comissão Política Regional pode designar os candidatos ‘em resolução devidamente fundamentada’, sendo requerida maioria qualificada de 2/3 para a aprovar.

Se a resolução não for aprovada por 2/3 ou for em sentido contrário à deliberação da concelhia, o processo de designação subirá para a Comissão Política Nacional, ou seja, para António Costa.

“Nem me passa pela cabeça uma situação dessas. Acabámos de aprovar em absoluto consenso a candidatura de coligação bem como os candidatos, e portanto não vejo que argumentos podem ser utilizados para os órgãos regionais poderem contrariar a decisão legítima e democrática da concelhia”, afirma Bruno Ferreira.

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