Paulo Sérgio Beju ‘tempera’ a arte do Aqui Acolá

Artista madeirense vai criar uma instalação de sal sobre o chão

18 Mai 2019 / 02:00 H.

Depois de conhecidas as artes na área da música e fotografia do Festival Aqui Acolá, as artes plásticas também terão destaque na Ponta do Sol com a presença de um dos mais activos artistas da Madeira nos dias que correm: Paulo Sérgio Beju. Após aceder ao convite, o madeirense vai apresentar um trabalho encomendado exclusivamente para a edição deste ano do certame.

O artista pretende continuar assim no campo da reflexão sobre a criação, arte, cultura e tradição, com uma programação multidisciplinar subjugada à temática ‘ANDor’. Paulo Sérgio Beju vai intervir no exterior da vila da Ponta de Sol com uma instalação de arte temporária, estando neste processo criativo a desempenhar uma perfomance de arte ao vivo onde estará durante os quatro dias do festival a trabalhar numa obra de sal no piso zero do antigo cinema do concelho.

Este criador estará assim no Cinesol nos dias 30 e 31 de Maio, e 1 e 2 de Junho, entre 15 e as 18 horas, e as 19 e 21 horas, totalizando um registo de cinco horas diárias a trabalhar no ‘ANDor’, projecto da sua autoria que nos remete para o silêncio interior.

“Desenvolvi o projecto performance ‘ANDor’ como resposta à participação no Festival Aqui Acolá, na Ponta do Sol. Um dizer sacro, do gesto e do desenho, observação e sugestão de um espaço, supostamente ‘interactivo’, para mim silencioso - a ‘ARte’ e a sua respiração. Concebido inicialmente como intervenção no espaço exterior ou intervenção de rua, acresceu idealizar uma componente mais performativa com a criação de uma instalação/desenho de sal sobre o chão, num lugar interior e significativo do espaço urbano da Ponta do Sol. As intervenções interior/exterior estabelecem um diálogo sinergético entre obra/autor e espectador/fruidor, mas também entre arte e sagrado, numa dinâmica do olhar ‘versus’ caminhAR (respirAR), ramificados pela familiarização com o universo daquilo que possa procurar beleza”, descreve Paulo Sérgio Beju o seu projecto ‘ANDor’, explicando que a concepção deste trabalho passa sobretudo por estar “imbuído do registo a esferográfica num caderno, e do desenho à vista do(s) olho(s) de pessoas com as quais” lida e estabelece “uma relação afectiva”, o que deu origem à procura da criação de “uma série de signos triangulares - elementos guia, conduzindo assim, à instalação de desenho sobre o chão”, onde irá utilizar “simplesmente o sal enquanto matéria expressiva”.

“O projecto performance ‘ANDor’, também ele emergente e efémero, sugere um ADN (AND...) no papel do artista, enquanto fonte em constante performance, consciente de um ‘sentIR difeRENTE’, que se deixa tocar pela ‘LUZ’ que é a vida, e ‘partILHA’ o seu ‘olhAR’ peculiar, num dizer que se quer sentido”, frisa ainda Paulo Sérgio Beju, acrescentando que “o desenho alude ao embelezamento pela forma, através de uma expressão quase artesanal, e enraizado por uma componente de forte carga simbólica”.

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