Mais ‘umas voltinhas’, mais 12 viagens

‘Volcan de timanaya’ zarpou do funchal com 460 passageiros e 110 carros

09 Jul 2019 / 02:00 H.

Depois de nove meses de espera desde a última travessia, a operação ‘ferry’ entre a Madeira e o continente arrancou na manhã de ontem, às 10h30, para iniciar o ciclo das 12 viagens deste Verão - não só para regozijo dos 460 passageiros que seguiram a bordo, como de muitos madeirenses que pretendem navegar, sobretudo nos meses de Agosto e de Setembro.

No porto do Funchal, dezenas de curiosos e de defensores da operação ‘ferry’ todo o ano, assistiram à partida do ‘Volcán de Timanfaya’, a embarcação escolhida para operar a linha marítima que liga a Região ao Continente e às Canárias, este ano. Pelas 9h30, a fila indiana formada pelos primeiros viajantes não dava muito trabalho aos tripulantes do navio. À semelhança do que aconteceu na viagem inaugural da operação ‘ferry’ de 2018, a primeira deste Verão não lotou a capacidade do navio, que é de mil passageiros: “Entre 30 a 40% da capacidade” revelou o vice-presidente do Governo Regional que também esteve no porto do Funchal para a saída inaugural da embarcação da Naviera Armas, fretado pela Empresa de Navegação Madeirense (ENM). No ‘Volcán de Timanfaya’ também entraram viaturas rumo ao continente, 110 carros e 7 motas, e a lotação também ficou aquém do espaço que o navio oferece para veículos - cerca de 300.

Expectantes por navegarem 23 horas, uma estreia para alguns dos passageiros que ontem embarcaram, foram várias os motivos para seguirem viagem: turistas da ilha que aproveitaram para conhecer o sul do país, continentais que residem na Região e foram fazer férias, ou madeirenses que esperaram pelo Verão para transportar mobílias pequenas e outros recheios de casa, são alguns exemplos.

A viagem inaugural deste ano seguiu com a lotação a pouco menos de metade, mas tal não se espera para as próximas. Ao pesquisar na página de Internet que a ENM criou para a venda de bilhetes (madeira-ferry.pt), é fácil perceber que algumas datas, especialmente em Agosto, já não estão disponíveis. E os preços praticados podem contribuir para a, aparentemente, elevada procura. É que apesar do Subsídio Social de Mobilidade não ser aplicado às ligações marítimas, para os residentes na Região o valor por trajecto é apelativo: 29,10 euros. No caso dos estudantes com residência fiscal na Região, este valor cai para os 25,50 euros: “O que está no caderno de encargos é o preço baixo para tentarmos dinamizar esta linha”, explicou Pedro Calado, reforçando que o objectivo do Governo Regional é que a linha marítima também seja contemplada para o Princípio de Continuidade Territorial - até porque os constrangimentos para as ligações aéreas não param de crescer.

E os preços para viajar num dos 56 camarotes também serão uma notícia positiva para a Região: se escolher um camarote interior (sem janela), a viagem pode custar apenas mais 10 euros. Transportar um carro custa 125 euros, também por trajecto. Mas atenção: é exigido que o proprietário do automóvel - ou seus ascendentes ou descendentes directos - também sigam viagem.

Mas como nem só de país se faz o ‘ferry’, o vice-presidente também destacou: “É uma porta aberta não só para o transporte Madeira - Portimão - Madeira, mas para a ligação a Tenerife e a Gran Canaria”. Ou seja, como no ano passado, este navio também zarpa aos domingos de Tenerife para atracar às segundas-ferias de manhã no Funchal, de onde parte às 10h30 rumo a Portimão. Daí, segue novamente para a Região e volta a abandonar o porto do Funchal às quartas-feiras, com Gran Canaria como destino. Circuito em ‘loop’, até final do Verão.