É "obrigação moral" da esquerda aprovar Orçamento para 2017, diz Passos Coelho

28 Ago 2016 / 15:51 H.

    O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, disse hoje ser "obrigação moral" da esquerda dar estabilidade ao país, aprovando o Orçamento do Estado para 2017.

    "Existe uma obrigação moral. Os partidos que suportam este Governo comprometeram-se a conferir estabilidade política ao país", afirmou o ex-primeiro ministro. Falando aos jornalistas à margem da visita que hoje realizou à Feira Agrícola do Vale do Sousa, em Penafiel, Passos disse ser ao PCP, BE e PS "que cabe a responsabilidade de ter o entendimento que suporte o Governo e o seu principal instrumento de ação política que é o seu orçamento". Para o líder da oposição, "a política que o Governo vem executando é uma política como o PCP e o BE têm vindo a reclamar". Portanto, concluiu Passos, "não há nenhuma razão para estar a antecipar problemas com o orçamento".

    Questionado sobre a postura do PCP face ao orçamento de 2017 e o facto de aquele partido admitir que a Europa pode influenciar a preparação do documento, Passos respondeu: "Isso é o que o Partido Comunista diz agora, porque pretende ganhar algum espaço de influência e negociação junto do PS e do Governo". O presidente do PSD previu depois que "o PCP, o BE e o PS entender-se-ão bem para fazer o Orçamento para o próximo ano".

    O líder da oposição insistiu que os indicadores conhecidos da execução do atual orçamento mostram que é cada vez mais curto o espaço de cumprimento. "A cada mês que passa, as contas vão ficando menos boas e com a experiência que tenho de Governo, sabendo o que sei da execução de orçamentos e conhecendo as opções que já foram tomadas e que se refletirão nos próximos meses, vejo que haverá mais dificuldade em que o resultado que foi anunciado possa ser atingido", considerou. Frisou, porém, que "o Governo ainda tem tempo para poder corrigir esse trajeto".

    Agência Lusa