Adjudicado projeto para mais obras na Casa de Aristides de Sousa Mendes

13 Dez 2015 / 19:22 H.

    O administrador da Fundação Aristides de Sousa Mendes, Luís Fidalgo, anunciou hoje a adjudicação de mais um projeto de obras no valor de 70 mil euros para a Casa do Passal, que pertenceu ao antigo cônsul português em Bordéus.

    "Neste momento está adjudicado outro projeto, no valor de quase 70 mil euros, referente a outros arranjos exteriores do edifício, restante caixilharia e pavimentos dos segundo e terceiro andares", revelou.

    A Casa do Passal, classificada como Monumento Nacional em 2011, foi alvo de uma primeira fase de obras, orçadas em 400 mil euros, que visaram a sustentabilidade da estrutura e telhado do edifício, evitando a sua ruína.

    No final da apresentação do romance histórico ?Uma Praça em Antuérpia', da escritora Luize Valente, Luís Fidalgo informou ainda que "está a decorrer o período de preparação e reflexão do projeto museológico para a Casa do Passal", com intervenção de vários especialistas, Direção Regional de Cultura do Centro e da Fundação Aristides de Sousa Mendes.

    "O desafio é que esteja tudo preparado no prazo de três anos, ou seja em 2018, para não se perderem os fundos que já estão afetos ao Município de Carregal do Sal para esta obra", alegou.

    No seu entender, o investimento na Casa do Passal é justo, vendo-o mesmo como um imperativo do Estado.

    "Com ele honra-se Portugal inteiro, ou melhor, o mundo inteiro, fazendo-se justiça a um homem que deu tudo, sacrificou a vida e a família pelos valores maiores, que são a vida e os direitos humanos", justificou.

    A apresentação do romance histórico de Luize Valente, que tem como fundo histórico o papel de Portugal na II Guerra Mundial e a atuação de Aristides de Sousa Mendes neste período, ocorreu em frente à Casa do Passal, onde viveu a figura ímpar de quem ouviu falar pela primeira vez em 2000.

    "Salvou milhares durante a II Guerra Mundial, mas esta faceta histórica ainda não é devidamente reconhecida. Tentei colocar no meu livro a forma como ele desafiou as ordens de Salazar para passar vistos a refugiados de várias nacionalidades que pretendiam fugir de França", referiu.

    O romance histórico relata a saga de duas irmãs gémeas portuguesas, Olívia e Clarice, uma casada com um português e outra casada com um judeu alemão comunista. Uma das irmãs acaba por ser ajudada pelo diplomata português Aristides de Sousa Mendes.

    Depois da intervenção da autora do livro, seguiu-se uma visita ao interior da Casa do Passal, que se encontra por recuperar.

    Lusa

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