Governo da Madeira continua a investigar contaminação de praia no Porto Santo

24 Jul 2015 / 20:48 H.

A secretária do Ambiente e Recursos Naturais da Madeira disse hoje, no Funchal, que ainda não foi identificada a fonte de contaminação de uma praia no Porto Santo com uma bactéria nociva, ocorrida na semana passada.

"Não vamos baixar os braços enquanto não descobrirmos a origem da contaminação", afirmou Susana Prada, durante uma audição em comissão parlamentar, onde respondeu a questões sobre a qualidade das águas balneares formuladas pelo CDS-PP.

A secretária do Ambiente informou os deputados que está a decorrer um estudo e que "há suspeitas" sobre a causa da contaminação da Praia da Fontinha, galardoada com Bandeira Azul, que esteve interdita a banhos durante dois dias. No entanto, explicou que falta ter uma "certeza absoluta", para então poder pronunciar-se sobre o que aconteceu.

Susana Prada reconheceu que têm sido encontrados focos de contaminação microbiológica em diversas áreas balneares, realçando que a região autónoma perdeu quatro bandeiras azuis e possui quatro praias cuja qualidade da água foi classificada de má, das quais duas em Machico (zona leste) constam entre as piores do país.

A governante informou ainda que a poluição resulta, na maior parte dos casos, de descargas ilegais nas ribeiras, provenientes de empresas e casas particulares, mas também dos desperdícios da água de rega e das avarias nas estações de tratamento de águas residuais e estações elevatórias.

No entanto, vincou que a estratégia de combate à poluição do mar, já em vigor, passa por intensificar a fiscalização, embora admita rever em baixa o valor mínimo das coimas, que é de 200 mil euros para atentados ambientais cometidos por entidades coletivas.

A secretaria do Ambiente e Recursos Naturais vai também lançar, em breve, uma campanha televisiva de sensibilização para o problema, por entender que muitos casos de poluição resultam da falta de consciência e conhecimento das pessoas.

Susana Prada foi, por outro lado, interpelada pelo partido Juntos Pelo Povo (JPP) sobre a rede de abastecimento de água de rega, tendo revelado que vão ser investidos 30 milhões de euros na sua renovação. No entanto, reconheceu que para resolver o problema da perda de água na totalidade são necessários investimentos na ordem dos 60 milhões de euros.

A responsável, que se fez acompanhar no parlamento pela diretora de Ordenamento do Território e Ambiente, Alexandra Gaspar, e pela presidente da empresa Águas e Resíduos da Madeira, Nélia Sousa, sublinhou que também serão feitas obras em redes de água potável, no valor de 24 milhões de euros.

Lusa

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