Universidades de Coimbra e Aberta formam consórcio para ensino à distância

24 Jul 2015 / 03:10 H.

As universidades de Coimbra e Aberta formalizaram hoje a constituição de um consórcio para reforçar a oferta de qualidade em ensino à distância em língua portuguesa.

O acordo prevê que "a oferta pedagógica de dupla titulação" abranja "todos os níveis de ensino, sendo que o próximo ano letivo (2015/2016) terá já cursos de pós-graduação, no âmbito da formação em aprendizagem ao longo da vida", anunciou, durante a sessão de assinatura do consórcio, que decorreu hoje, à tarde, na Biblioteca Joanina, o reitor da Universidade de Coimbra (UC), João Gabriel Silva.

O protocolo entre as duas instituições dará forma a uma "nova conceção de universidade para a sociedade digital" e, por isso, acessível em qualquer lugar do mundo, sublinhou o reitor da UC.

"É inevitável que o ensino venha a ser muito mais mediado pelas novas tecnologias e é a esse desafio -- que é o desafio da globalização -- que aqui estamos a responder", sustentou João Gabriel Silva, prevendo, por outro lado, que "vai haver muito mais gente a aprender a língua portuguesa", designadamente por força do mundo dos negócios.

"O desafio é grande, mas se não fosse grande, não valia a pena", concluiu o reitor da UC.

"A universidade do futuro será a que soubermos pensar e construir hoje, na mudança do lugar físico para o virtual, na transição entre o local e o global, na forma de afirmarmos o local no global", salientou, por seu lado, o reitor da Universidade Aberta (UA), Paulo Silva Dias.

Essa universidade será "uma organização com um pensamento organizacional sustentado na rede e nas suas dinâmicas para a experiência, criação de conhecimento e inovação", anteviu Paulo Silva Dias, defendendo que ela será "uma universidade em rede, global, sem fronteiras de qualquer tipo ou natureza" e que se fará na partilha dos "cenários de colaboração e nos contextos de experiência e criação do conhecimento".

Com este consórcio, "estamos a dar forma ao desenvolvimento de um novo modelo de universidade em rede para a sociedade digital", acrescentou.

Esta é a visão estratégica do consórcio constituído pelas universidades portuguesas mais antiga e recente (a UC tem 725 anos, a UA 27 anos), disse o reitor da UA, salientando que o acordo "afirma a vontade e decisão de ambas as academias para, em conjunto, construírem a mudança e a antecipação do futuro".

Para o ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, que também participou na sessão (tal como o secretário de Estado do Ensino Superior, José Ferreira Gomes), este consórcio tem "grande simbolismo" e "potencial para as universidades portuguesas".

Trata-se de um desafio para a modernização, para a internacionalização e para a cooperação, sintetizou Nuno Crato.

O ensino universitário do futuro terá "aspetos muito semelhantes aos de hoje, mas terá também coisas muito diferentes", defendeu o governante, considerando que "a construção do futuro implica ensino à distância e presencial, enfim, a modernização", e exige, por outro lado, cooperação entre as diferentes instituições.

A colaboração entre as universidades (entre si) e estas e os politécnicos (e estes entre si) é "decisiva para o futuro do nosso país", concluiu Nuno Crato, explicitando que essa cooperação "pode ir desde o intercâmbio aos consórcios ou fusões", como sucedeu -- exemplificou -- em Lisboa, com as universidades Clássica e Técnica.

Lusa

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