Jorge Carvalho anuncia vinculação de mais 194 professores no próximo ano lectivo

24 Jun 2015 / 18:53 H.

O secretário regional da Educação da Madeira, Jorge Carvalho, disse hoje, numa audição no parlamento regional, que o próximo ano letivo vai arrancar com menos 1.500 alunos, mas assegurou a vinculação de mais 194 professores na região autónoma.
O governante falava durante uma audição na Comissão Especializada de Educação, Desporto e Cultura, respondendo a um pedido de esclarecimento da deputada Sofia Canha, do PS, sobre matérias relacionadas com o funcionamento das escolas e instituições de ensino.
Jorge Carvalho salientou que a diminuição do número de alunos implica uma redução de 65 turmas, sublinhando que atualmente já existem 120 turmas com menos de 20 alunos.
O Governo Regional vai também fundir algumas escolas e encerrar pelo menos uma. No entanto, no próximo ano letivo, serão vinculados mais 194 docentes ao sistema, o que implicará uma redução do número de professores contratados.
O secretário da Educação disse, por outro lado, que a avaliação do desempenho docente vai manter-se na Madeira, mas admitiu proceder a alterações no modelo vigente, com base num consenso entre as diversas entidades do setor.
Jorge Carvalho reconheceu, também, a existência de "focos de indisciplina" nalgumas escolas da região, mas vincou que 90% dos alunos do 1.º ciclo tiveram positiva nos exames, o que significa a existência de "bons ambientes de aprendizagem".
Na audição parlamentar, o governante respondeu ainda a pedidos de esclarecimento do PCP, formulados pelos deputados Edgar Silva e Sílvia Vasconcelos, sobre a situação financeira da Orquestra Clássica da Madeira (OCM) e da Associação Regional para o Desenvolvimento das Tecnologias de Informação (DTIM).
No caso da OCM, o secretário regional assegurou a sua manutenção nos atuais moldes, apesar do corte do apoio governamental, que passou de 1,4 milhões de euros para 800 mil euros por ano.
Quanto à DTIM, Jorge Carvalho assegurou que os atrasos no pagamento de subsídios aos formandos resultaram de problemas na reposição de fundos comunitários, que ficaram bloqueados devido à demissão de vários sócios dos órgãos de gestão. "Neste momento, o problema está sanado", afirmou.
 

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