Governo aposta no apoio integrado aos cidadãos mais necessitados

08 Mai 2015 / 11:25 H.

A qualificação profissional, a habitação e educação serão conjugados e os apoios a nível regional registados numa plataforma informática

 Miguel Albuquerque esteve esta manhã nas celebrações da Segurança Social e perante a plateia deixou algumas das linhas orientadoras do seu programa de governo nesta área. Prometeu estreitar o foço entre os ricos e pobres, promovendo uma sociedade mais igual. Quer num trabalho conjunto garantir a integração. Vai reforçar a posta na formação profissional e no envelhecimento activo e gerir de forma mais rigorosa os apoios, nomeadamente através da criação de uma plataforma informática onde vão estar todos os apoios concedidos a nível regional.

O governo comprometeu-se a trabalhar de forma integrada porque acredita não ser possível desenvolver políticas sociais sem olhar para o todo, que inclui nomeadamente a formação profissional, a educação, a habitação e as outras variáveis que fazem com que os cidadãos possam ser integrado no sistema. “A nossa ideia não é perpetuarmos os apoios. A nossa ideia é fazer, na medida do possível, com que os cidadãos possam ser rapidamente integrados na sociedade, como cidadãos, como famílias de pleno direito”, disse o presidente do Governo Regional.

Sem deixar de recordar que a inclusão social e a protecção social são objectivos prioritários do executivo, colocou a tónica no trabalho conjunto e na necessidade de qualificar. Vai apostar na formação profissional para ir ao encontro das capacidades dos formandos e das necessidades do mercado, não em função dos interesses das empresas de formação e dos formadores, avisou, esperando reduzir assim o desemprego jovem. Vai apostar ainda no envelhecimento activo e na racionalização dos recursos. Para isto, o presidente anunciou o desenvolvimento de um quadro informático para monitorizar todos os apoios que são dados na Região. O objectivo é evitar as fraudes, a duplicação e triplicação de apoios.

O apoio social nos países europeus está hoje assente em algumas disfuncionalidades, em alguns desequilíbrios que causam constrangimentos orçamentais, recordou. Por isso, o grande desafio que se coloca, assumiu Miguel Albuquerque, é a sustentabilidade do sistema. “Hoje o grande desafio que nós temos é racionalizar os recursos, aplica-los de forma rigorosa e em benefício efectivo das populações mais carenciadas”.

O desenvolvimento e o crescimento económico, a maior empregabilidade na opinião de Miguel Albuquerque só são possíveis se houver coesão social. Defende por isso que o Estado, a autoridade pública, deve intervir no mercado e nas áreas sociais para corrigir as desigualdades e garantir o equilíbrio.

Colocando a tónica do discurso na necessidade de trabalharem todos para o mesmo, afirmou não ter medo da mudança. “Só tenho medo é que as coisas nunca mudem. Vamos mudar aquilo que é necessário mudar no sentido de prestigiar a Segurança Social”.

Nesta celebração foi reconhecido publicamente o trabalho de três instituições de solidariedade social. Na área da comunidade e família foi distinguido o Centro Social e Paroquial de Santo António; na Infância e Juventude premiada a Fundação Aldeia da Paz; e no trabalho com os idosos, o Centro Social e Paroquial de São Bento.

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