Alemanha e Polónia proíbem entrada de 'motards' russos

26 Abr 2015 / 12:03 H.

     A Alemanha juntou-se hoje à Polónia e proibiu também a entrada de um grupo de motociclistas russos que pretendiam partir de Moscovo até Berlim para assinalar a vitória do exército soviético sobre as forças nazis em 1945.

    Os vistos de entrada do grupo, composto por cerca de 15 motociclistas do grupo 'Lobos da Noite', foram anulados por terem sido obtidos de acordo com falsos pressupostos, disse o Governo de Berlim, que tem o direito de proibir a entrada a todos aqueles que considere serem uma ameaça para a segurança das suas fronteiras.

    De acordo com uma declaração dos ministérios do Interior e dos Negócios Estrangeiros enviada à agência Bloomberg, a viagem "não contribui para o objetivo de melhorar as relações entre a Alemanha e a Rússia".

    É importante, acrescenta o comunicado, "que o aniversário seja comemorado com dignidade".

    Numa reação a estes desenvolvimentos, o líder do grupo afirmou ao site do canal televisivo NTV que os 'Lobos da Noite' mantêm a intenção de fazer a viagem de mota entre Moscovo e Berlim, apesar da proibição de entrarem na Polónia e na Alemanha: "Vamos como tínhamos planeado. Se abandonarmos a nossa viagem, devíamos abandonar também tudo, o 09 de maio, as nossas campas, a nossa história e o nosso passado, devíamos arrumar tudo, bater palmas e rezar ao dólar", disse Aleksandr Zaldostanov, conhecido como 'O cirurgião'.

    A viagem tem sido criticada por muitos analistas, principalmente da Europa de Leste, que consideram que a iniciativa, destinada a homenagear a vitória das tropas russas sobre as forças nazis, é uma provocação alimentada pelo Presidente da Rússia, próximo do líder dos 'motards'.

    A intenção deste grupo de motociclistas, que fazm parte dos 'Lobos da Noite', o primeiro motoclube russo, criado em 1989 em Moscovo, é repetir o percurso que as forças russas fizeram para derrotar a Alemanha nazi, passando pela Bielorússia, Polónia, República Checa, Eslováquia, Áustria, e terminando em Berlim, onde planeiam chegar a 9 de maio.

    Lusa