"É questão de justiça" a exclusão do concurso nacional dos professores queixosos

A conclusão é assumida pelo novo secretário da Educação, Jorge Carvalho

24 Abr 2015 / 12:39 H.

O novo secretário regional da Educação considerou hoje que “é uma questão de justiça” a situação de impedimento que recai sobre um grupo de professores, a darem aulas na Madeira, de se candidatarem ao próximo concurso nacional de professores.

À margem das comemorações do 17º aniversário da Escola Básica e Secundária de Santa Cruz (EBSSC), Jorge Carvalho descartou qualquer alteração ao normativo que obriga à vinculação de pelo menos três anos de actividade lectiva na Região. Negou-lhes assim qualquer razão que pudesse assistir, mais ainda porque esse vínculo concede prioridade específica aos docentes agora queixosos.

Tendo em conta as exigências a que estão sujeitos pelo vínculo à Região, para o novo responsável pela tutela, este assunto não deixa quaisquer dúvidas: “Do ponto de vista legal não é possível e do meu ponto de vista entendo que é também uma questão de justiça face a aqueles que sabendo dessa prerrogativa não o fizeram (candidatura nacional) porque não podíamos como é óbvio, atender a essa solicitação”.

Revelou de resto que foi esta a resposta que entretanto já havia sido oficialmente comunicada pelo seu gabinete à Associação Nacional de Professores.

Na primeira aparição pública depois de empossado, Jorge Carvalho tem a agenda desta sexta-feira preenchida com diversas acções fora do gabinete. Logo pelas 9h30 deslocou-se ao ‘Liceu’ Jaime Moniz - onde volta esta tarde - por ocasião da abertura de uma reunião com os professores ligados aos exames nacionais, que contou também com a presença do presidente do Júri Nacional. Logo de seguida seguiu viagem até Santa Cruz, onde se celebrava o Dia da Escola. Chegou numa viatura oficial (ainda) com a placa da Secretaria do Plano e Finanças.