Parlamento exige bilhete 'corrido' para colmatar insularidade do Porto Santo

Proposta apresentada por Roberto Silva (PSD) foi aprovada por unanimidade

08 Mai 2014 / 13:31 H.

O parlamento madeirense aprovou hoje por unanimidade um projeto de resolução que propõe a criação do bilhete corrido na ligação aérea Porto Santo-Funchal---Lisboa, para minimizar os custos adicionais da dupla insularidade pagos pelos residentes no Porto Santo.

"Além do custo da viagem entre a Madeira e o continente, os residentes na ilha do Porto Santo têm outros encargos na ordem dos 150 euros" nas viagens de ligação com o território continental, disse o deputado social-democrata Roberto Silva, partido proponente da iniciativa legislativa. O parlamentar realçou que esta situação surge da "decisão unilateral" tomada pela TAP de interromper as ligações diretas entre o Porto Santo e o território continental, tendo depois a SATA, há cerca de sete anos, quando entrou na linha, suspendido o sistema do bilhete corrido que fora acordado entre a transportadora nacional e a Aerocondor que assegurou as ligações.

Neste diploma, o PSD/M pretende que o Estado "assegure o princípio da continuidade territorial", desenvolva as diligências junto da Autoridade Nacional de Aviação, da TAP e demais operadoras para implementação do bilhete corrido e declare como obrigação de serviço público a ligação entre o Porto Santo e o território continental. O deputado do CDS/PP-M, o maior partido da oposição, Lino Abreu criticou "a inércia do Governo Regional para resolver esta situação que se arrasta há sete anos".

Por seu turno, o líder parlamentar do PS, Carlos Pereira, censurou a forma como o PSD/M tem tratado este "tema central", considerando que está a "desviar as atenções do que pode fazer para o que supostamente não pode fazer", atribuindo as responsabilidades ao executivo da República. O deputado socialista destacou que também as viagens marítimas entre as duas ilhas têm um "custo incomportável", numa linha concessionada a um privado durante largos anos, argumentando que a redução desses preços seria "uma forma de obrigar a diminuir os preços das passagens aéreas" e insistiu na necessidade de isentar de taxas aeroportuárias os residentes no Porto Santo. "Esta [iniciativa] é uma proposta de fogacho político e desvio de atenções", sublinhou.

Agência Lusa

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