Macau/Eleições: Afluência foi a mais baixa desde a transferência de soberania

15 Set 2013 / 20:36 H.

    As legislativas de hoje em Macau registaram, no sufrágio direto, uma taxa de afluência de 55,02 %, a mais baixa desde a transferência do exercício de soberania do território para a China, revelam os dados oficiais.

    De acordo com os dados divulgados pela Comissão Eleitoral, 151.880 eleitores entre um total de 276.037 expressaram hoje, entre as 09:00 e as 21:00 (entre as 02:00 e as 14:00 em Lisboa), o seu voto nas urnas, no âmbito do sufrágio direto, para eleger uma minoria de 14 deputados entre um total de 33.

    Até 31 de dezembro de 2012 estavam recenseados 277.153 eleitores, mas este número foi atualizado para 276.037, depois de se ter tido em conta, por exemplo, os falecimentos registados desde o início do ano.

    Apesar de as legislativas de hoje baterem recordes do número de deputados eleitos pela população - 14 entre um total de 33 face a 12 em 29 nas eleições de 2009 -, na sequência de uma reforma política, do número de eleitores - 276.037 face a 159.813 em 2001 - e do número de candidatos - 145 face a 122 em 2009 -, o número de votantes foi o mais baixo desde 2001.

    As últimas eleições, em 2009, tiveram a maior afluência desde o primeiro ato eleitoral após a transferência do exercício de soberania de Macau para a China (1999), realizado em 2001, de 59,91 %.

    No sufrágio direto das legislativas de 2001, a afluência foi de 52,34 % e em 2005 de 58,39 %.

    Já o sufrágio indireto registou 4.521 votantes (de 719 associações), o maior número desde 2001, que elegeram 12 deputados, incluindo Leonel Alves, de descendência portuguesa, mais dois que até agora, na sequência da implementação de uma reforma política, sendo que havia precisamente o mesmo número de candidatos.

    Os restantes sete deputados entre os 33 são nomeados pelo líder do Governo da Região Administrativa Especial chinesa.

    Lusa

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