Incêndios: Confederação da Agricultura exige ao Governo celeridade nas indemnizações

26 Ago 2013 / 17:12 H.

    A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) exigiu hoje ao Governo um "levantamento criterioso dos prejuízos que atingem severamente" os agricultores, produtores florestais e população em geral na sequência dos incêndios e pediu celeridade na atribuição de indemnizações.

    Em comunicado, a CNA refere que a ruína da agricultura familiar, a ausência de prevenção e as falhas no ordenamento florestal são as causas apontadas para os incêndios que têm atingido Portugal neste verão.

    "É necessário outro governo" capaz de alterar a situação, apela a CNA, exigindo ainda "outras e melhores políticas agroflorestais".

    As indemnizações, diz ainda esta confederação, devem ser pagas com a "maior urgência".

    "Tudo isto são consequências das políticas agrícolas e florestais verdadeiramente pirómanas! A estas, podemos ainda juntar motivações de interesses económicos ilícitos", sublinha a CNA.

    Para esta confederação, "continua-se a gastar no combate quase quatro vezes mais o que não se gasta em prevenção".

    "Agora, às más políticas agroflorestais, o Governo junta as imposições fiscais sobre a lavoura que vão provocar ainda mais abandono da actividade agrícola".

    A CNA recorda também que "as chamas destroem teres e haveres enquanto as populações desesperam. Os bombeiros andam exaustos e, lamentavelmente, alguns perdem a vida. As corporações de bombeiros perdem viaturas, equipamentos e ficam sem recursos financeiros".

    "Por cima, os pilotos dos meios aéreos de combate aos incêndios têm uma 'vista panorâmica' do inferno enquanto despejam os baldes e tanques cá para baixo. As televisões mostram, em directo e em diferido, reportagens alucinantes do 'espectáculo'! Os governantes falam, falam e, para desviar as atenções do essencial, centram-se nas detenções dos suspeitos de fogo posto".

    Lusa

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