André Freitas justifica falta de "pachorra"

Quinta Vigia ainda não se pronunciou sobre a morte de Chávez mas emite comunicado sobre "mais mentiras do diário Blandy"

06 Mar 2013 / 12:38 H.

Uma dúzia de horas depois de conhecida a morte do presidente da Venezuela, a presidência do Governo Regional emitiu um comunicado. Não ainda sobre uma morte tão relevante para a vida política e social da Venezuela e, consequentemente, dos milhares de madeirenses que lá vivem, mas sim sobre a notícia do DIÁRIO que dá conta da ausência de posição do presidente do Governo da Madeira.

No curto comunicado acabado de emtir, intitulado "mais mentiras do diário Blandy", a Presidência do Governo Regional insurge-se contra a referência publicada ontem na nossa edição online e hoje na edição em papel sobre a resposta dada ontem à noite pelo adjunto (e não assessor) de Alberto João Jardim. A nota da Presidência é assinada pelo próprio André Freitas e reza assim:

"1.Empregados na comunicação social do grupo Blandy, atreveram-se, em horas impróprias, a incomodar Adjuntos da Presidência do Governo Regional, nos seus próprios domicílios, direito que não se lhes reconhece.

2. Portanto, confundir o legítimo repúdio por esta gente, com qualquer indiferença face à situação na Venezuela, trata-se de mais uma mentira do diário Blandy."

A nota assinada pelo adjunto de Jardim procura assim justificar a demora numa posição oficial."Não me chateie", disse anteontem André Freitas quando o DIÁRIO o contactou a pedir um comentário oficial da Quinta Vigia sobre a morte do presidente venezuelano. "Não tenho pachorra para falar com vocês", disse minutos mais tarde, antes de desligar o telefone, próximo das 23 horas, pouco depois de se saber da morte de Chávez e exactamente à mesma hora em que vários políticos de vários países, incluindo governantes portugueses e madeirenses, deixavam uma palavra de esperança num futuro melhor para a Venezuela.

Entretanto, à mesma hora em que era emitido o comunicado da Quinta Vigia, a agência Lusa dava conta de uma curta declaração de Alberto João Jardim sobre a morte de Chávez, onde o presidente elogia as qualidades do líder venezuelano.

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