Securitas confirma redução de horário para 210 funcionários

Empresa justifica-se com crise na Madeira e diz que medida evita despedimentos

17 Jan 2013 / 12:24 H.

O grupo de segurança Securitas confirmou, esta manhã, que deu início a um processo de redução temporária do horário de trabalho (lay-off) que vai envolver 210 funcionários da sua filial da Madeira. A empresa revela que "o incumprimento de pagamentos por parte de alguns clientes, a cessação de determinados contratos e a redução do total de vigilantes daí resultante, foram os motivos que originaram esta situação, naturalmente relacionada com a crise económica e financeira que tem atingido a economia mundial e, de uma forma particular, a economia portuguesa e da Região Autónoma da Madeira, em especial".

"Apesar dos grandes esforços efectuados por parte da Administração da Securitas em captar novos contratos, estes têm-se mostrado infrutíferos, não sendo possível, nos últimos tempos, conseguir contratos novos para absorver o excedente de trabalhadores resultante das situações referidas", adianta uma nota dirigida ao DIÁRIO.

A Securitas assegura que "tomou esta decisão para proteger o interesse dos colaboradores e evitar, dessa forma, a cessação definitiva do vínculo profissional com os mesmos", ou seja, para evitar despedimentos. A Securitas acrescenta que tem a situação salarial em dia para com os trabalhadores e para com a Segurança Social, e que não está em causa o pagamento de salários.

Enquanto durar o processo de lay-off, que a empresa espera não ultrapassar os seis meses, os 210 funcionários abrangidos vão passar a ter uma redução do horário de trabalho de 40 horas semanais para 32 horas semanais, ou seja, reduzir os cinco dias de trabalho na semana para quatro dias por semana. "A Administração da Securitas espera que a economia comece a dar sinais de melhorias ao longo do presente ano e que os colaboradores em causa vejam a sua situação restabelecida o mais rapidamente possível", concluiu a nota.

Ao que o DIÁRIO apurou, esta redução de horário de trabalho, que implica também uma redução salarial, vai deixar de fora as várias dezenas de funcionários colocados nos aeroportos e portos da Madeira e também vai poupar os funcionários com funções de chefia e supervisão.