Manifestação da Judiciária marcada pela 'PAZ'

Grupo pacífico juntou-se aos investigadores

22 Nov 2012 / 06:21 H.

Ontem acenderam-se velas no mesmo chão onde há uma semana se arrancaram pedras para atirar à polícia, quando um grupo "espontâneo" de manifestantes trouxe para a frente do parlamento canções e uma palavra como mote: "paz".

É um sentimento que esperam que evite cenas de violência como as que se verificaram no dia da greve geral, quando dezenas de manifestantes apedrejaram a polícia e esta respondeu com uma carga policial.

Encabeçados pela cantora lírica Ana Maria Pinto, não chegavam a uma dúzia, mas destacaram-se em frente à manifestação dos funcionários de investigação criminal da Polícia Judiciária, que encararam com bom humor os "penetras" que se puseram a cantar canções como "Somos livres", "Acordai" e "A Portuguesa".

Ana Maria Pinto afirmou à Lusa que até dia 27 vai estar todos os dias na Assembleia a assistir à discussão do Orçamento de Estado e que todos os dias, a partir das 19:00, estará frente ao Parlamento "com uma vela na mão", apelando a todos os que queiram para se juntarem a si e demonstrarem "a mesma vontade e união" que marcou as manifestações por todo o país no dia 15 de Setembro.

Depois dos acontecimentos de dia 14, afirmou ter "perdido a energia positiva" que até ali a animava.

"Não é a violência que representa a vontade do povo português. Ela acaba por acontecer pelo desespero, mas fragmenta o povo e não o une", argumentou.

Por isso, lançou na rede social Facebook esta iniciativa, chamada simplesmente "Pela paz".

No parlamento "estão a cozinhar algo que pode contribuir para a nossa desgraça, sobretudo a dos mais frágeis. Eu acredito que é preciso estar presente e não estar indiferente".

Com dezenas de pequenas velas colocadas a formar a palavra "PAZ" no local que há uma semana acabou cheio de pedras da calçada, vidros partidos de garrafas atiradas por manifestantes à polícia, o pequeno grupo pretende "dissipar o medo e mostrar a confiança e união necessárias para que as manifestações continuem".

Lusa

Outras Notícias