Homem que atirou cerveja a Alberto João Jardim ouvido pelo MP

Processo desceu a inquérito

03 Set 2012 / 14:34 H.

O homem suspeito de ter atirado cerveja ao presidente do Governo Regional da Madeira no domingo foi esta manhã ouvido pelo Ministério Público (MP) disse fonte do Tribunal Judicial de Santa Cruz, adiantando que o processo desceu a inquérito.

"O arguido foi ouvido pelo Ministério Público e o processo desceu a inquérito devido à necessidade de serem realizadas outras diligências", informou a mesma fonte.

Segundo esta fonte, o arguido, Rui Brazão, de 42 anos, afirmou que "não tinha intenção de magoar" Alberto João Jardim, mas sim "molhá-lo" por se encontrar "revoltado" com o facto de estar "desempregado e ter um filho na universidade que precisa de sustentar".

"O arguido assumiu que estava embriagado, mas recusou-se a fazer um teste de alcoolemia", acrescentou a mesma fonte, explicando que o suspeito, residente no Faial, concelho de Santana, poderá vir a ser acusado do crime de injúria agravado.

Esta fonte esclareceu que se trata de um "crime semipúblico", pelo que necessita de queixa, já formalizada por Alberto João Jardim, incorrendo o arguido, que trabalhava como motorista numa empresa de construção civil, "numa pena de prisão até seis meses ou pena de multa até 180 dias".

O presidente do executivo regional foi atingido na tarde de domingo, na Festa da Uva, na freguesia do Porto da Cruz, concelho de Machico, por cerveja arremessada por um homem embriagado.

Segundo fonte do gabinete de Alberto João Jardim, o governante ainda tentou dirigir-se ao homem, mas foi barrado pelo corpo de segurança pessoal da PSP, que acabaria por retirar o indivíduo do recinto, que foi constituído arguido e notificado para comparecer hoje no tribunal.

Visivelmente molhado no casaco, camisa e gravata, tal como alguns dos elementos oficiais que o acompanhavam, o líder do executivo insular limpou-se com um lenço e foi assim que subiu ao palco para discursar perante a população.

No final da alocução, os jornalistas queriam questionar Alberto João Jardim sobre os dados da execução orçamental, que colocam o défice orçamental no primeiro semestre do ano nos 6,9 por cento em contabilidade nacional, mas receberam como resposta: "Os senhores não têm outra coisa para fazer senão vir para aqui com histórias de execução orçamental? Estamos na Festa da Uva e vêm-me falar de execução orçamental? Os senhores aprendam jornalismo!", declarou, sem se referir ao incidente.
 

Lusa