Produtores de vinho de mesa satisfeitos com a qualidade da uva deste ano

28 Ago 2012 / 14:24 H.

    Os produtores de vinho de mesa madeirenses estão confiantes na campanha da apanha de uva deste ano, que consideram de "excelente qualidade" e propensa à produção de bons vinhos.

    Tito Brazão, da Quinta do Barbusano, a única empresa madeirense exportadora de vinho de mesa para o mercado internacional, designadamente para o Brasil (branco 100 por cento de casta verdelho), para os Estados Unidos e, em vias de fechar negócio, para a Suíça, considera que as uvas deste ano têm uma "maturação muito boa e homogénea" ao ponto de a firma estar a pensar produzir este ano "um reserva ou um grande escolha".

    Rafael Jardim, um dos sócios da empresa Sociedade Produtora de Vinhos do Seixal, que hoje apresenta os seus vinhos Seiçal Branco e Rosé (cinco mil e duas mil garrafas, respetivamente) também entende que as uvas deste ano "estão com muita qualidade".

    "Prevemos uma produção igual à do ano passado, de cerca de 15 mil garrafas. A ideia é progredir dentro da contingência do mercado, a empresa está consolidada e já estabilizamos a produção, é uma aposta para continuar, procurando fazer sempre com maior qualidade", declara.

    Também Duarte Caldeira, produtor do vinho Terra do Avô (branco e tinto, versão normal e de grande escolha), diz que, se o tempo continuar como está, a vindima deste ano vai ser ótima".

    "Estou confiante principalmente na qualidade da uva. Os vinhos de mesa estão de boa saúde e a qualidade tem vindo sempre a melhorar", reitera.

    De acordo com o Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira, em 2011 a produção de vinhos de mesa DOP (Denominação Origem Protegida Madeirense) e IGP (Indicação Geográfica Protegida Terras Madeirenses) foi de 114.603 litros e rendeu 804.478,49 euros.

    O instituto estima que a vindima deste ano atinja as 4,6 milhões de toneladas.

    A partir de quinta-feira e até 02 de setembro, a baixa da cidade do Funchal acolhe a Festa do Vinho Madeira, com animação, exposições etnográficas, 'quadros vivos', música tradicional e gastronomia.

    No dia 01 de setembro haverá a habitual festa tradicional no Estreito de Câmara de Lobos, com a apanha da uva e um cortejo etnográfico.

    A Secretaria da Cultura, Turismo e Transportes prevê uma ocupação hoteleira para este período de 63 por cento, menos sete por cento do que em 2011.

    O investimento feito neste cartaz turístico é de 110 mil euros.
     

    Lusa

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