Gabinete de Jardim nega fuga de engenheiro durante as buscas

Presidência acusa jornais nacionais de "manchetes sensacionalistas"

24 Abr 2012 / 18:02 H.

A Presidência do Governo Regional da Madeira negou esta tarde, através de comunicado, informações avançadas pelos jornais nacionais em relação à operação 'Cuba Livre', tais como a alegada tentativa de um engenheiro em abandonar o edifício da ex-Secretaria do Equipamento Social com documentos na sua posse e as suspeitas da prática dos crimes de corrupção, associação criminosa, fraude fiscal ou branqueamento de capitais na base da investigação do DCIAP.

“Ao contrário do que refere a manchete sensacionalista do DN, no mandado judicial do DCIAP não consta qualquer referência a crimes de corrupção, associação criminosa, fraude fiscal ou branqueamento de capitais, entre outros. Como tal, o Governo Regional não compreende, nem aceita as acusações e insinuações do DN, e tomará as medidas que entender ser necessárias para que a verdade dos factos seja reposta”, avança a nota oficial da Presidência.

Quanto ao episódio da “fuga” de um engenheiro, a Quinta Vigia dá a seguinte explicação para o que aconteceu: “Ontem, já depois de ter sido autorizada a livre circulação de pessoas pelas autoridades intervenientes, foi solicitado a um dos muitos engenheiros (…) que facultasse a sua mala particular. Após uma rápida análise ao seu conteúdo, a mala e os documentos foram-lhe integralmente devolvidos, tendo o referido engenheiro abandonado as instalações do Governo Regional, no Campo da Barca, com o intuito de retomar a sua actividade profissional que, naquele, como em outros dias, obrigava a diligências no exterior”.

Nesta terceira nota oficial da Presidência sobre a operação 'Cuba Livre', o gabinete de Alberto João Jardim acusa os jornais 'Público' e DN de Lisboa de fazerem manchetes “sensacionalistas” com o assunto e, por fim, “reitera total interesse [do Governo Regional] em que a investigação decorra de forma tranquila, garantindo toda a colaboração dos serviços da administração regional”.