"A troika não manda na Madeira"

Francisco Jardim Ramos garante que não haverá taxas moderadoras na Região

18 Nov 2011 / 15:43 H.

A 'troika' sugere mas o secretário regional dos Assuntos Sociais, Francisco Jardim Ramos garantiu hoje que não haverá taxas moderadoras nos serviços de saúde da Região.

Jardim Ramos falava aos jornalistas à margam da sessão de abertura de uma conferência, no Hospital Dr. Nélio Mendonça, inserida do Dia Europeu dos Antibióticos, e que marcou o arranque da campanha 'Vamos Reduzir a Resistência aos Antibióticos!".

O governante assegurou ainda que não é verdade que o sector regional da Saúde se prepare para despedir cerca de 600 pessoas.

"A troika não manda na Madeira", sintetizou. "A orientação do sr. presidente do Governo é para não implementar taxas moderadoras no serviço público de saúde. É essa a orientação que tenho e que irei fazer cumprir", garantiu.

Sobre a eventual dispensa de profissionais de saúde, Jardim Ramos garantiu que "não há intenção de despedir nenhum profissional". Admite, no entanto, que o plano de resgate da Madeira implica a redução de 15% nas estruturas, 15% nas chefias e 2% nos profissionais.

Para reduzir esses 2%, o governante conta com os profissionais que se vão aposentar sem afectar os activos que estão a prestar serviços à população.

Na orgânica, Jardim Ramos conta reduzir os tais 15% nos cargos e estruturas intermédios.

Sobre a nova orgânica da secretaria que tutela (que agremiou alguns serviços da extinta Secretaria Regional dos Recursos Humanos), Jardim Ramos disse que há um esforço de contenção, por exemplo, no IASAÚDE que já é, ele próprio, fruto da fusão de três direcções regionais.

Sobre a remota hipótese da Secretaria dos Assuntos Sociais vir a ocupar as 'devolutas' instalações da extinta Secretaria dos Recursos Humanos (Vila Passos), Jardim Ramos disse que tal cenário é bastante improvável porque não caberiam lá todos os serviços actualmente instalados num prédio arendado na Rua das Hortas.

Na intervenção de abertura da conferência, Jardim Ramos anunciou que a RAM assinou hoje, na cidade do Porto, uma declaração de princípios que concretiza a Aliança portuguesa para a Preservação do Antibiótico. Aliança que congrega cerca de 20 organismos nacionais empenhados em reduzir o consumo de antibióticos e diminuir a taxa de bactérias resistentes aos mesmos.

A este propósito, o governante disse que a redução de antibióticos é "urgente e necessária" e apelou à racionalização dos consumos. Por exemplo, nos cuidados de saúde primários (Centros de Saúde) onde são ministradas entre 80 a 90% das prescrições de antibióticos.
 

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