GNR assinalam 30 anos de carreira

20 Jul 2011 / 16:54 H.

    Comemorar 30 anos de carreira é "uma boa altura para fazer um balanço e regravar canções", por isso, os GNR prepararam um álbum que dá nova vida a velhas músicas e vão reeditar a discografia completa da banda.

    Os GNR lançam na segunda-feira "Voos Domésticos", com canções antigas, como "Homens Temporariamente Sós", "Vídeomaria" e "Sangue Oculto", com arranjos
    novos, que fazem delas músicas diferentes.

    "A melhor maneira de as mostrar outra vez é mexer nelas. "s vezes é mais difícil do que fazer originais; pegar em canções, algumas talvez míticas,
    é complicado, mas está bem conseguido o trabalho", afirmou em entrevista à Lusa o baterista da banda, Tóli César Machado, acrescentando que "30 anos
    é uma boa altura para fazer um balanço e para regravar canções".

    O vocalista, Rui Reininho, acha "muito difícil alguém não gostar deste disco", cuja produção ficou a cargo de Flak, músico dos Rádio Macau e dos
    Micro Áudio Waves.

    A escolha das canções ficou ao critério dos músicos: "É o que nos apetecia fazer", disse Rui Reininho, acrescentando que as escolhas das "preferidas"
    vão sendo feitas "com o contacto com as pessoas".

    "Estreámos o [tema] 'Burro em Pé' há um ano, sem nunca ter sido ouvido, não passava em nenhum rádio, TV muito menos, e algumas das outras músicas.
    As pessoas pediam insistentemente que pegássemos nelas outra vez e ao pegarmos saíram versões. Eu estou encantado", afirmou.

    Depois do verão é reeditada a discografia completa da banda, incluindo o álbum "Defeitos Especiais", nunca antes editado em CD.

    "Vai dar jeito para aqueles que vão ficar chateados de estarmos a mexer nas canções. Se não gostarem do retalho, podem optar pelos originais", disse
    Tóli.

    Das comemorações dos 30 anos de carreira do Grupo Novo Rock (GNR) fazem também parte concertos nos Coliseus do Porto, a 12 de novembro, e de Lisboa,
    a 19, e o lançamento de um DVD antologia que reúne excertos dos melhores momentos ao vivo, os telediscos e comentários dos membros da banda.

    Hoje, os GNR são "completamente diferentes" do que eram quando surgiram em 1981, porque "os músicos crescem, evoluem".

    "Somos pessoas mais tranquilas, mais maduras como músicos", disse Tóli, interrompido por Rui Reininho que acrescentou um "mais giros".

    Para o baterista, mais 30 anos de GNR "é difícil", mas "mais 15 ou 27" anos não estão fora de questão.

     

    Lusa

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