Professor de Coimbra pede mais educação ambiental nos meios de comunicação social

Jorge Paiva encerrou semana eco-escola na Gonçalves Zarco

17 Mai 2011 / 13:08 H.

A escola Gonçalves Zarco, no Funchal encerrou hoje a semana eco-escola dedicada à problemática do ambiente com a apresentação oficial do departamento Eco-Escola Zarco, entrega de diplomas, eco-mostra e corrida ecológica.
Um dos pontos altos foi a conferência sobre biodiversidade proferida pelo professor da Universidade de Coimbra, Jorge Paiva.
Aos jornalistas, o palestrante disse que a grande mensagem para a nova geração é apelar a que não deixem que se cometam os erros que as gerações anteriores cometeram em matéria de ambiente e recursos naturais. "Se continuar a acontecer o que tem acontecido à 'gaiola' que é a Terra, caminhamos para um suicídio colectivo", disse. E 'a gaiola' precisa de ser limpa pois são bem recentes as preocupações em reciclar, reduzir e reutilizar.
O docente lamentou que ainda haja profissões que não sabem porque é que é importante proteger a natureza e a biodiversidade. "A grande desgraça é que, na minha geração, infelismente, quase 100% das profissões não sabem isso", disse.
Face à "falta de consciência colectiva", apostar na Educação Ambiental deve ser o mote "dos políticos mundiais". Mas também do Ministério da Educação que dá pouco valor às iniciativas cívicas que os professores, por calorice, dedicam à educação ambiental nas escolas. "Já fiz mais de 1600 actividades destas em escolas", disse.
Jorge Paiva apelou ainda aos meios de comunicação social, sobretudo os públicos, para que apostem cada vez mais em programas de educação ambiental, sem fundamentalismos. Mais tempo de antena dedicado a essa problemática em vez da "anedota" que considera ser "um minuto pela Terra".
A cerimónia solene deveria contar com a presença do secretário regional do Ambeinte e Recursos Naturais, Manuel António Correia que desmarcou a sua presença.
À escola foi o director regional do Ambiente, João Correia realçar a importância deste tipo de iniciativas junto da comunidade escolar (alunos, professores, auxiliares, etc.).
O governante realçou o trabalaho desenvolvido pela Gonçalves Zarco em prol da educação ambienteal, desde conferências, exposições, filmes, etc.. Meios para falar de problemáticas importantes como a água, os resíduos, a biodiversidade, os transportes, a energia, etc..
Para João Correia o reconhecimento às eco-escolas, como a Gonçalves Zarco, é feito por instituições como a Associação Bandeira Azul, da Europa, que é quem aribui a bandeira verde eco-escola.